A procura por petróleo deve crescer nos próximos cinco anos em média 1,2 milhão de barris por dia. Por outro lado, após 2022, as fontes de energia eólica, solar, geotérmica e fotovoltaica serão os tipos de energia de mais rápido crescimento, de acordo com declaração feita esta semana pela Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep).
Ante este cenário, esta semana, a Opep fez uma declaração em meio a um momento no qual os países produtores do cartel junto a Rússia discutem os efeitos imediatos nos mercados em caso de o irão prolongar os cortes de produção que expiram em Março de 2018 e que foram estabelecidos para reduzir o excedente. Os membros do cartel questionam sobre quais os reais contornos com um eventual crescimento da procura e redução da oferta em relação a valorização do preço do barril nos marcos previstos.
“A procura bruta aumentará 1,2 milhão de barris/dia até 2022 e registará uma diminuição para 300 mil barris entre 2035 e 2040”, avançam os dados disponibilizados pelo cartel.
Um detalhe avançado pela Opep e de elevada valia tem a ver com o facto de, segundo os dados, a participação dos combustíveis fósseis na matriz global energética ficar em pelo menos 80 por cento em 2020 e cairá para 75,4 em 2040.