Na véspera, o pré-acordo entre a Rússia e a Arábia Saudita sinalizou a intenção e o caminho que as partes quereriam seguir. Esta frente visou estimular os preços e aliviar a pressão que as notícias de aumento das reservas norte-americanas provocaram. A Rússia é o maior produtor mundial e não-membro do cartel, sendo a Arábia Saudita o maior produtor dentro da Organização de Países Exportadores de Petróleo (OPEP). Por essa razão, os dois colossos anteciparam, por duas semanas, num encontro cujo pré-acordo serviu para trazer aos 50 dólares o preço do barril que andava ajustado numa fasquia abaixo dos 45.

Cenário

Antes mesmo da reunião, outros 13 membros do cartel, entre os quais o Iraque, Kuwait, Argélia e Venezuela, já haviam dado também o seu parecer favorável à extensão.
“Nove meses me parece bom”, disse o ministro argelino do petróleo na terça-feira à chegada em Viena, de acordo com a imprensa brasileira no local.
Para os analistas do Globo. com, o pacto de Novembro, o primeiro importante em anos de um cartel que parecia ter perdido a sua capacidade de influência, levou 24 países de dentro e de fora da Opep a reduzir a produção nacional num total de 1,8 milhão de barris diários (mbd) cada em relação aos níveis de Outubro de 2016. O resultado foi de um barril que cada vez mais começou a fixar-se acima dos 50 dólares, preço que ainda é menos da metade em comparação ao de 2014.
“Por um lado não cumpriram os objectivos de aumento significativo do preço, porque não eram alcançáveis no curto prazo, mas por outro drenaram um pouco os enormes “stock” que havia e mudaram o sentimento do mercado, tendo com isso freado o motivo da queda”, explicou à AFP o responsável pelo programa de energia do Real Instituto Elcano, com sede em Madri, Gonzalo Escribano.