O ministro angolano dos Recursos Minerais e Petróleo, Diamantino Azevedo, deve, nos próximos dias, viajar a Viena, na Áustria, onde nos dias 4 e 6 de Dezembro acontece mais uma reunião do Comité Conjunto Ministerial de Monitoramento, JMMC, na silga inglesa, da Organização de Países Exportadores de Petróleo (OPEP).
Nestes dias estão previstas a realização da 177 Reuniãon ordinária da Opep e o 7º Encontro Ministerial entre os membros Opep e Não Opep, na qualidade de signatários da declaração de cooperação que regula a estabilidade entre a procura e a oferta de petróleo
no mercado internacional.
Entre as expectativas com a próxima reunião do cartel que é responsável por 40 por cento da produção mundial de petróleo e seus derivados está o facto de a continuidade dos cortes ou abandono desta medida ter influência, significativa,
na determinação dos preços.
Há, igualmente, o espectro da desintegração do cartel, pois alguns membros começam a manifestar inquietação com as quotas atribuídas para cada um, o que tem condicionado na recuperação económica de países dependentes da exportação da matéria-prima.
Apesar de todos estes cenários, Angola deverá fazer vincar a sua posição de preferência pela integridade do cartel, uma vez que as decisões beneficiam, maioritariamente, os países-membros.
Até ao fecho da nossa edição, o barril de petróleo Brent, que serve de referências às exportações de Angola, era comercializado ao preço de 64,27 dólares.
No seu OGE para 2020 que está em discussão, o Governo angolano previu um preço médio de 55 dólares. As indicações feitas pelos organismos mundiais sobre a estabilidade dos preços fizeram acreditar ao Governo ser aquele o preço médio para o próximo.