A Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) informou, esta semana, em Paris, que a sua produção cresceu levemente no mês passado, enquanto a oferta global continuou a avançar com mais força, graças a robusta produção de óleo de xisto dos EUA.
Em relatório mensal divulgado, a Opep disse que teve aumento de 12 mil barris por dia (bpd) na produção de Abril ante Março, para 31,9 milhões de bpd. O resultado deveu-se, basicamente, a ganhos na produção da Arábia Saudita, o maior exportador mundial e líder informal do cartel, e da Argélia.
O documento vem cerca de seis semanas antes da reunião da Opep em Viena - Áustria, durante a qual o grupo e outros dez produtores de fora - incluindo a Rússia - deverão avaliar o acordo que tem reduzido a oferta combinada em cerca de 1,8 milhão de bpd desde o início do ano passado. O pacto, que foi estendido em Novembro, vence no fim deste ano.
O acordo tem ajudado a reduzir o excesso de oferta global que tem vindo a pesar, fortemente, nos preços do petróleo desde 2014. Apenas na segunda metade do ano passado, os preços da commodity saltaram mais de 50 por cento, em meio ao firme cumprimento do pacto dos participantes.
Na semana passada, as cotações do petróleo também foram impulsionadas pela decisão do presidente Donald Trump de retirar os EUA do acordo nuclear com o Irão. Como resultado, Washington deverá, gradualmente, restabelecer as sanções económicas à indústria petrolífera iraniana num
período de até seis meses.
Também no relatório publicado esta semana, a Opep relatou que a produção global de petróleo cresceu 120 mil bpd em Abril, impulsionada em grande parte pelo resultado nos EUA.
Além disso, o cartel elevou a sua projecção de aumento na demanda mundial por petróleo deste ano, em 25 mil bpd, e disse que, em Março, os estoques comerciais da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) estavam apenas 9 milhões de barris acima da média em cinco anos buscada pelo cartel.