A Organização dos Países Importadores de Petróleo (Opep) reiterou, domingo, em Viena (Áustria) o seu compromisso com a estabilização do mercado internacional do crude, caracterizado hoje por um declínio na procura do produto e uma instabilidade em termos de preços.

Na sua 152ª Conferência ordinária ministerial, orientada pelo presidente do cartel, o ministro angolano dos Petróleos, José Maria Botelho de Vasconcelos, a "Opep reiterou o seu compromisso de estabilizar o mercado, garantindo um abastecimento regular de petróleo para os consumidores a níveis de preços que sejam equitativos, não só para a economia mundial, para os consumidores, mas também para garantir um adequado abastecimento futuro".

De acordo com um comunicado inserido no site da organização, o Secretariado da Opep "vai acompanhar muito de perto a evolução do mercado", devendo "realizar-se uma Conferência Ministerial Extraordinária em 28 de Maio, em Viena, Áustria, para ponderar quaisquer outras acções consideradas necessárias".

A conferência também acordou que a próxima reunião ordinária do cartel terá lugar em Viena Áustria, no dia 09 de Setembro de 2009.

Na sua análise da evolução do mercado petrolífero, com as projecções de oferta/procura para 2009, a Conferência de Viena reconheceu que a economia mundial está atravessar a pior recessão económica global das últimas décadas, prevendo-se uma contracção económica mundial na ordem 0,2 porcento neste ano (2009), substancialmente mais baixa que a prevista em Dezembro de 2008.

A conferência, no entanto, acolheu, alguns sinais iniciais de uma inversão na relatado crude-circulante tendências, e um estreitamento dos juros sobre operação na estrutura dos preços, indicando que o processo de ajustamento instigado através das medidas da Opep, face ao excesso de oferta no mercado, está ajudar a corrigir, gradualmente, os desequilíbrios.

Neste contexto, a conferência expressou a esperança de que as decisões a tomar pelo próxima reunião do G-20 prevista para Abril de 2009 poderá contribuir substancialmente na melhoria na economia mundial.

A conferência, portanto, enfatizou o seu compromisso de "cumprir integralmente a sua decisão de Dezembro de 2008, consustanciada na redução de 4,2 milhões de barris de petróleo/dia, da sua produção global, a fim de continuar a contribuir para a estabilidade do mercado.

O preço de um barril de petróleo ronda hoje aos 40 dólares norte-americanos.