A companhia  petrolífera   Total pretende, até final deste ano, perfurar poços com alto potencial no Golfo do México, Iraque, Brasil e Angola, sendo que o número de projectos a iniciar nos próximos três anos chegará quase ao dobro face aos três anteriores.

A informação consta de uma recente publicação da agência bloomberg, retomada pela revista institucional da petrolífera, segundo a qual a  Total vai iniciar, nos próximos meses,  novos projectos em países como Angola, Noruega, assim como no Mar do Norte, com a perspectiva de manter as metas de produção.

De acordo com a referida agência, citando o director financeiro Patrik de la Chevardière, os  gastos de capital devem recuar para um valor entre 24 mil milhões de dólares  (2,3 triliões de kwanzas) e 25 mil milhões de dólares (2,4 triliões kwanzas)  no período de 2015 a 2017, contra os 28 mil milhões de dólares (2,7 triliões de kwanzas) e os 29 mil milhões de dólares (2,8 triliões de kwanzas), referentes aos últimos anos.

Por outro lado, “a maior parte do programa de investimento já foi feito. O próximo passo é fazer  entrar o dinheiro”, revelou o director executivo, Christophe de Margerie, durante uma apresentação aos investidores sobre as estratégias da companhia.

Dados revelam ainda que a pretensão da Total é aumentar a produção de petróleo e gás natural, de modo a explorar com maior intensidade novos depósitos e vender activos.

A bloomberg adianta, de igual modo, que após ter registado saldos positivos entre Outubro a Dezembro de 2010, a Total só voltou a apresentar ganho corrente a partir do segundo trimestre do ano passado. Deste modo, prevê, igualmente, vender entre 15 mil milhões  de dólares (1,6 triliões de kwanzas) e 20 mil milhões  de dólares (1,9 triliões de kwanzas) de activos  entre 2012 e 2014.

A fonte  refere ainda que a Total reiterou o objectivo de aumentar o potencial de produção para cerca de três milhões de barris de petróleo equivalentes por dia em 2017. E adianta que a empresa irá atingir os 2,6 milhões de barris por dia em 2015. No segundo trimestre do ano passado a produção de barris de petróleo cresceu  em 1,3 por centos para 2,29 milhões.

Angola LNG  
O fornecimento de gás natural líquido produzido pela Angola LNG ao estrangeiro registou  desde Setembro do ano passado uma paragem que se estendeu  por dois meses, segundo fontes da empresa citadas pela agência Reuters, e referiu, que o último e o quarto  carregamento antes da paragem  ocorreu no mesmo mês  e destinou-se à  China.

Segundo dados, a paralisação do fornecimento de gás deveu-se a trabalhos de manutenção devido à descoberta de pequenas fugas de gás. Esses trabalhos foram adiados em várias ocasiões, depois de terem estado previstos no mês de Setembro, o que possivelmente  daria  tempo à avaliação do desempenho do empreendimento.

A fábrica, que representa um investimento na ordem de 9 triliões de kwanzas ( 10 mil milhões de dólares), deveria atingir  75 por cento  da sua capacidade de produção  antes  do início  da manutenção. Mas actualmente, a fábrica opera apenas 50 por cento da capacidade total, ainda de acordo com as fontes citadas. Ainda assim, até a data da paragem exportou quatro carregamentos para o Brasil, China, Japão e China, precisamente por esta ordem.

A petrolífera norte-americana Chevron opera o projecto com uma participação de 36,4 por centos, enquanto a Sonangol EP tem uma participação de 22,8 por cento, sendo as restantes participações detidas  pela Total , BP, ENI com 13, 6 por cento cada.