As cotações do crude seguem em terreno negativo, depois de terem estado em máximos de três anos, devido ao facto de os receios em torno dos conflitos no Médio Oriente terem diminuído um pouco, já que não se antevêem mais acções militares. O presidente norte-americano declarou “missão cumprida” um dia depois de ter, juntamente com o Reino Unido e França, bombardeado alvos na Síria, esperando-se agora que a próxima medida possa ser um endurecer das sanções contra a Rússia, que é aliada do regime sírio de Bashar al-Assad.
No mercado nova-iorquino, o crude de referência West Texas Intermediate segue a perder 1,60 por cento para 66,27 dólares por barril, e em Londres o Brent do Mar do Norte – que serve de referência às importações portuguesas – está a negociar nos 71,49 dólares com uma descida de 1,5.

Mercado chinês
Ogigante asiático é o maior comprador de petróleo do mundo e as reservas do ‘Strategic Petroleum Reserve’ aumentaram, este ano, a uma taxa de 95.000 barris/dia, quase 30 por cento mais rápido que em 2017.
A China está a aumentar as reservas estratégicas de petróleo a um ritmo mais rápido do que nos anos anteriores. O gigante asiático estará a precaver-se contra possíveis conflitos internacionais que tornem a matéria-prima mais cara, bem como contra uma agudização da guerra comercial com os EUA, de acordo com a Agência Internacional de Energia (IEA, na sigla em inglês). O país é o maior comprador de petróleo do mundo e o crescimento das reservas no âmbito do SPR está a aumentar este ano.