A satisfação dos produtores resulta do facto de com a decisão do mês passado dos parceiros da Opep de reduzirem a produção, o efeito imediato foi a consequente valorização em alta do crude.
Nas últimas sessões, o preço de um barril (pouco mais de 158 litros) do brent manteve uma tendência positiva, tendo se aproximado dos 57 dólares à semelhança do que ocorreu na semana passada. Os analistas e as agências especializadas mantêm algumas reservas face às previsões de o preço do barril voltar aos 60 dólares. Contudo, as evidências dão conta de que as decisões do cartel têm superado as expectativas.
Para Janeiro ou Fevereiro aguarda-se pela reunião dos membros da Opep, encontro do qual pode sair decisões que influenciem positiva ou negativamente o comportamento dos mercados.
O preço do barril do petróleo brent, referências às exportações angolanas, pode superar as previsões de especialistas de várias agências, que o posicionavam nos 60 dólares só em meados de 2017.
Esta semana, o começo foi novamente de “ouro”.
Para muitos analistas o cenário de arranque foi “brilhante”, pois consecutivamente, os preços do barril de brent fixam-se próximo dos 60 dólares, mesmo com as oscilações habituais do sobe e desce.
Conforme dados a que acedemos junto de portais e agências, a segunda-feira iniciou-se com o barril nos 54,97 dólares. Na terça, ainda pela manhã, a escala levou o barril para os 54,97. Posteriormente, tal foi o “boom” que o preço
do barril ascendeu os 56,45.
As previsões mais optimistas também se devem pelo facto de estar em agenda uma reunião do comité da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP), órgão que monitora os cortes na produção da matéria-prima e cujo primeiro encontro de 2017 poderá acontecer entre fim de Janeiro e o início de Fevereiro.
O ministro da Energia da Rússia, Alexander Novak, citado por agências de notícia do seu país, avançou este cenário, cuja reacção favorável por parte dos mercados não tardou a fazer sentir os seus efeitos nos preços.
“A data ainda não foi marcada. Os países que formam o grupo de monitoria estão a se coordenar até agora e acho que isso deve ser no fim de Janeiro ou em Fevereiro”, comentou Alexander Novak.

Receios persistem
Embora prevaleça de um lado a corrente optimistas quanto aos preços do brent e do petróleo, de um modo geral, há também, por outro lado, receios de vários analistas sobre possíveis recuos.
Rex Tillerson, director-geral da maior empresa de petróleo privada do mundo, Exxon Mobil, declarou, em tempos idos, não haver perspectivas de os preços se recuperarem nos próximos anos.
Terá sido ainda este ano, que até organismos bem referenciados terão também admitido que o barril poderá atingir os 60 dólares só em 2020.
Foi nesse cenário de opiniões instáveis que um alto executivo da petrolífera Shell fez anunciar que o pico da procura mundial de petróleo poderá ocorrer tão cedo quanto 2021 ou seja daqui a há cinco anos.