O projecto Kaombo (Sul e Norte) arranca no próximo ano e vai acrescentar ao mercado petrolífero nacional mais 230 mil barris/dia. Em 2020, entra em funcionamento um outro projecto, o Zinea, avaliado em 1,3 mil milhão de dólares, para aumentar mais 40 mil barris à produção da companhia francesa Total.
A petrolífera está em Angola há mais de 60 anos e tem uma produção estimada de 600 mil barris/dia, o que lhe confere o estatuto de líder do mercado, sendo operadora do Bloco 32, com uma participação de 30 por cento, com parceria da Sonangol Pesquisa e Produção (30), enquanto no Bloco 17 detém uma participação de 40 por cento.
Com 1.700 colaboradores, a companhia petrolífera possui quatro Unidades flutuantes de produção, armazenamento e transferência (em inglês Floating Production Storage and Offloading, ou na abreviatura FPSO) no “offshore” angolano e tem como principais projectos em exploração o Caombo (Bloco 32) e Paz Flor (Bloco 17).

Petrolíferas cumprem promessa

Em Outubro deste ano, o Presidente da República, João Lourenço, reuniu com os representantes das principais companhias petrolíferas que operam em Angola, nomeadamente, a ENI-Angola, Total EP-Angola, Statoil, Esso, BP-Angola e Cabinda Gulf Oil Company.
O encontro decorreu a pedido expresso das companhias petrolíferas estrangeiras que operam no país e serviu para elas transmitirem ao Presidente da República as suas ideias e propostas para enfrentar os desafios da indústria no mundo e, em conjunto, encontrar soluções vantajosas
para ambas as partes.
A Sonangol, como concessionária nacional, foi por sua vez convidada pelo Executivo para fazer parte do encontro, ao qual assistiram o ministro de Estado do Desenvolvimento Económico e Social, Manuel Nunes Júnior, o ministro de Estado e chefe da Casa Civil do Presidente da República, Frederico Cardoso, e o ministro dos Recursos Minerais e Petróleos, Diamantino Azevedo.
As companhias petrolíferas tiveram ainda a oportunidade de transmitir, igualmente, ao Presidente da República, a sua visão sobre o sector, falar do potencial de oportunidades em Angola e de abordar os actuais desafios do mercado petrolífero, marcado pela recuperação dos preços
no mercado internacional.
O actual preço do petróleo no mercado internacional, acima dos 60 dólares, é outro factor que anima as companhias petrolíferas a realizar novos investimentos na pesquisa e produção, de acordo com o presidente da Total.