Um estudo levado a cabo pela consultora externa Z Star Mineral Resource Consultant, revelou que o potencial da Mina do Lulo aumentou em mais de 90 por cento, em virtude de existirem ainda 80.400 quilates de diamantes por extrair.
A consultora, avançou ainda que, doravante, o valor médio do quilate extraído da mina será de 1.420 dólares norte-americanos, superando os 1.215 dólares dos anos anteriores.
Como resultado deste estudo, que supera um outro efectuado em 2017, que apontava para uma cifra de 42,200 quilates, o Presidente da Comissão Executiva da Lucapa Diamond, Stephen Wetherall, afirmou que os sócios da mina irão envidar esforços para aumentar a produção diamantífera na mina do Lulo.
Importa realçar que a referida mina, mundialmente conhecida pela qualidade dos diamantes que produz, resulta de uma parceria entre a Endiama E.P, detentora de 32 por cento, a empresa Australiana Lucapa Diamond, com 40, e a Rosas & Pétalas, que detém 28 por cento do capital.

Mais investimentos

Uma delegação da Bolsa de Diamantes de Israel (IDE) esteve em Luanda para avaliar o potencial diamantífero na região das lundas, na antecâmara da participação de um leilão de diamantes brutos a serem realizados em breve no país .
Em função disso, o PCA da Endiama, Ganga Júnior, exortou os investidores israelitas a expandirem os seus interesses além do segmento da comercialização de diamantes e a apostarem mais no campo da produção.
Durante a audiência que concedeu à delegação liderada pelo Secretário de Estado Israelita da Economia e Indústria, Shay Rinksy, Ganga Júnior fez saber que, uma eventual cooperação entre os dois países seria positiva, uma vez que Israel tem muito para oferecer em toda a cadeia de valor da indústria diamantífera e em muitas outras áreas.
A título de exemplo, o PCA destacou a experiência que Israel possui no ramo da agricultura, actividade de elevada importância para a diversificação económica e social das zonas de exploração de diamantes.
Para este encontro, a Endiama reservou uma apresentação geral da empresa, que englobou o potencial diamantífero do país, as oportunidades de negócio, bem como os incentivos fiscais aprovados pelo Governo.
Por seu turno, a delegação Israelita apresentou um catálogo de novas tecnologias e de técnicas de utilização da água para maior rentabilização da actividade mineira.
O Embaixador de Israel acreditado em Angola, Oren Rozenblat, considerou natural a cooperação entre os dois países, a julgar pelo papel que ambos desempenham na arena internacional dos diamantes. A reunião contou com a presença de membros do Conselho da Endiama, e dos Presidentes da Bolsa de diamantes de Israel, Yoram Dvash e do Instituto Israelita de diamantes, Boaz Moldawsy, respectivamente.