O petróleo segue em alta pela segunda sessão consecutiva, com o Brent, que serve de referência às exportações angolanas, transaccionado no mercado de Londres a superar pela primeira vez no ano a fasquia dos 60 dólares por barril. A cotação da matéria-prima está a ser pressionada pela expectativa de que a queda da perfuração nos EUA irá conduzir a um abrandamento da produção e acalmar o excesso de oferta a nível mundial.

Vários índices de bolsas na Europa e América indicavam que os preços do petróleo Brent operavam com ligeira alta, recuperando da queda registada antes e após dados do Produto Interno Bruto (PIB) do Japão que se situaram abaixo do esperado
no quarto trimestre.

Ofertas amplas
O contrato futuro do petróleo Brent já regista uma alta de 30 por cento após ter atingido as mínimas em meados de Janeiro, à medida que os investidores apostaram que a queda vista ao longo de sete meses estava a se aproximar ao seu ponto mais baixo. Analistas alertaram, no entanto, que a combinação de ofertas amplas e demanda tépida, que levou o petróleo a cair 50 por cento no ano passado, mostra sinais de enfraquecimento.

No início desta semana, o contrato do petróleo Brent para Abril, subia 0,04 por cento, para 61,55 dólares o barril, negociada na plataforma ICE em Londres. Em Nova Iorque, os preços do petróleo, negociados na New York Mercantile Exchange (Nymex), mantinham-se em queda, contudo, afectados pelos dados japoneses. O preço do petróleo na Nymex recuava 0,28 por cento, a 52,50 dólares o barril.

O Japão, um dos maiores consumidores de petróleo do mundo, disse que a economia do país saiu da recessão no quarto trimestre de 2014, mais o crescimento registado foi menor que o esperado. O PIB japonês cresceu a um ritmo anualizado de 2,2 por cento no quarto trimestre de 2014, ante expectativas de economistas de uma alta de 3,6.