O tão esperado preço de 60 dólares por cada barril (medida de 126 litros) de petróleo Brent, que é referência às exportações de Angola, está às portas. Desde Fevereiro deste ano que gigantes como a Arabia Saudita, o maior produtor da Opep, e a Rússia, o maior produtor fora do cartel, terão concertado esse caminho de retoma gloriosa.
Nas últimas semanas, e com foco na instabilidade dos alíados com os norte coreanos, o petróleo tira todas as vantagens possíveis com o barril do Brent a negociar acima dos 55 dólares por mais
de sete dias consecutivos já.
Esta semana, o barril de petróleo Brent, para entrega em Novembro, abriu na quinta-feira (21) em alta no International Exchange Futures (ICE) de Londres, cotado a 56,18 dólares. Na quarta-feira, esteve a ser negoceado nos 55,32. A variação foi de 0,32 por cento em
relação ao fecho de terça-feira.
Os contratos futuros de petróleo haviam, contudo, fechado em baixa na terça-feira (19), dando sequência ao movimento visto na sessão de segunda-feira, com os investidores a monitorarem a reunião de avaliação do acordo de redução da oferta da Organização dos Países
Exportadores de Petróleo (Opep).
Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o petróleo WTI para Novembro fechou em queda de 0,89 por cento, a 49,90 dólares por barril. Na Intercontinental Exchange (ICE).
“Estamos ziguezagueando no alcance. Falhamos em manter as máximas da semana passada e voltamos ao mesmo intervalo de três dias”, disse o comerciante da LPS Futures Michael Hiley, de acordo com agência Reuters.
Na terça-feira desta semana, comentários do ministro de Petróleo do Iraque, Jabar al-Luaibi, de que o país poderia estar aberto para estender os cortes na produção até o fim do próximo ano estiveram no radar dos investidores.
“Em suma, a perspectiva parece ser brilhante”, disse Luaibi durante um evento da indústria de petróleo
nos Emirados Árabes Unidos.
No entanto, analistas e investidores afirmam que a marca de 50 dólares por barril do petróleo WTI continua a ser um forte ponto de resistência em meio a um excesso de oferta persistente, que poderia começar a crescer novamente no próximo ano.
Analistas do Société Générale afirmaram que “nossa visão fundamental se tornou mais fraca. Como resultado, nossa perspectiva de preços do petróleo é amplamente variável”.