Face à situação, os automobilistas têm enfrentado grandes filas nas bombas de abastecimento.
Em comunicado, a Sonangol explica que a referida ocorrência conduziu à necessidade de reestruturar alguns processos relativos às quantidades de combustível necessárias aos diferentes consumidores, intermédios e finais, de modo a que os reabastecimentos já em curso, assim como as reposições posteriores, possam ir ao encontro das necessidades do mercado.
Informa que, normalmente, a seguir a qualquer alteração no curso regular de distribuição de combustível, o mercado leva alguns dias a voltar à normalidade, situação susceptível de induzir à falsa percepção de existência de escassez de produto.
A última vez que a capital do país registou escassez de combustíveis foi em Outubro de 2017, devido a um atraso de 24 horas no abastecimento dos postos, decorrentes de problemas operacionais, segundo explicações dadas na altura pela Sonangol.
Para atender as necessidades de fornecimento de combustíveis no mercado nacional e reforçar os stocks, a Sonangol, enquanto concessionária, escolheu em Janeiro de 2018, com base num concurso público internacional, a petrolífera francesa Total, para fornecer 1,2 milhões de toneladas de gasolina/ano ao mercado angolano.
Fruto da referida escolha, a Total iniciou com a sua actividade em Maio último, com o primeiro carregamento do produto refinado.
Antes da escolha da Total, a Sonangol gastava cerca de 50 milhões de dólares/semana, com a importação de combustíveis.
Além da Total, a empresa Glencor Energgy Uk Ltd também foi seleccionada no concurso público internacional para importação do diesel (gasóleo) e o diesel para marinha.