O preço do barril de brent iniciou esta semana já próximo dos 53 dólares (52,78), após registar uma alta de 0,49 por cento em relação aos 52,22 dólares com que encerrara as negociações de sexta-feira (28 de Julho).
A redução dos níveis dos estoques de petróleo norte-americanos e uma possível desaceleração na produção de shale oil permitiram ao mercado superar o ligeiro excesso que se observava semana antes, pois o Equador, membro da Organização de Países Exportadores de Petróleo (OPEP), anunciara a sua desistência do acordo de redução por dificuldades de tesouraria e necessidade de captar mais recursos financeiros. Já os membros Nigéria e Iraque têm autorização do Cartel para subirem, ligeiramente, as suas quotas de produção, pois durante largos meses foram afectados pelos conflitos armados internos.
Os analistas de mercado estimam que, em breve, o consumo venha a aumentar. Desse processo pode resultar uma acentuada estabilidade nos preços, o que favorece as expectativas dos produtores.
Os preços do petróleo encerraram em alta pela sexta sessão seguida na segunda-feira, encerrando Julho com o maior percentual de ganho em um mês desde Abril de 2016, já que investidores se animavam com sinais de que o mercado global estaria se reequilibrando. A percepção foi melhorada devido a novas promessas da Arábia Saudita e Nigéria para reduzir exportações e limitar a produção, respectivamente.
Na Bolsa Mercantil de Nova Iorque (Nymex), contratos futuros de gasolina com vencimento em setembro recuavam 0,007 dólares, cerca de 0,5 por cento, chegando a custar 1,669 o galão, ao passo que contratos futuros de óleo de aquecimento com vencimento em setembro perdiam 0,009 e eram negociados por 1,658 o galão. Já os contratos futuros de gás natural com vencimento em Setembro avançavam 0,011 dólares ou 0,4 por cento, para 2,805 por milhão de unidades térmicas britânicas.