A produção dos membros da Organização de Países Exportadores de Petróleo (OPEP) aumentou ligeiramente em Julho, apesar do retrocesso da produção no Irão, Arábia Saudita e Venezuela, informou hoje o organismo.
A Opep produziu 32,32 milhões de barris diários (mbd) no mês passado, o que representa um aumento de 40,700 barris diários em relação a Junho, segundo o relatório mensal da organização.
Apesar deste aumento, a produção seguiu as tendências divergentes entre os países da OPEP.
A produção cresceu no Koweit (78,5 barris a mais por dia), Nigéria (70,5 barris), nos Emirados Árabes Unidos (69,2 barris).
Em compensação, retrocedeu no Irão (56,3 barris a menos por dia), Arábia Saudita (52,8 barris), Líbia (56,7 barris) e Venezuela (47,7 barris).
No relatório mensal de Julho, a Opep reviu em baixa as suas perspectivas anuais de crescimento da procura mundial de petróleo. Agora aposta num aumento de 1,64 milhão de barris por dia.
No mês passado, a produção de petróleo da Rússia foi prevista aumentar para 551 milhões de toneladas (11,02 milhões de barris por dia), uma nova máxima em 30 anos e cerca de 3,5 milhões de toneladas acima das expectativas, segundo disse o ministro de Energia do país
Alexander Novak disse que a Rússia iria aumentar ainda mais a produção, para 555 milhões de toneladas, em 2019, depois que a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) e outros produtores liderados por Moscovo concordaram, em Junho, em aliviar restrições de produção.
O preço do petróleo, que é dos pontos mais críticos do cartel Opep e outros não associados, chegou em maio a superar a barreira de 80 dólares, uma cotação que não registava desde Novembro de 2014, num mercado tenso pela incerteza a respeito da produção do Irão e da Venezuela.

Produção de Angola
A produção petrolífera angolana voltou às quebras em junho, equivalente a 88.300 barris diários no espaço de um mês, afastando-se da Nigéria, que consolidou a liderança entre os produtores africanos.
De acordo com o último relatório mensal daquela organização, relativo a junho e divulgado esta quinta-feira, Angola atingiu neste mês uma produção diária média de 1,431 milhões de barris de crude (após revisão da OPEP ao relatório de maio), com dados baseados em fontes secundárias.
O acordo entre os países produtores de petróleo para reduzir a produção e fazer aumentar o preço do barril obrigou Angola a cortar 78 mil barris de crude por dia com efeitos desde 1 de Janeiro de 2017, para um limite de 1,673 milhões de barris diários.