Os catorze (14) membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) prolongaram, recentemente, em Viena-Áustria, a decisão de corte nas produções nacionais para com isso subirem o preço do barril.
Ao invés de Março, os cortes deverão observar-se até Dezembro de 2018. E a principal consequência virá a ser uma subida gradual do preço do barril (reservatório de cerca de 122 litros) seja do Crude seja do Brent. A perspectiva dos produtores é uma venda-média
acima ou igual a 60 dólares sem que se descarte a perspectiva de em 2018 o preço chegar aos 70 ou 75 dólares que era o ideal.
A decisão quer com isso prosseguir com a diminuição de 1,8 milhão de barris/dia de petróleo na oferta da Opep e parceiros fora do cartel, para deste modo garantir que a baixa da produção seja compensada com maior preço ainda que os velhos temores com a incerteza das reservas norte-americanas permaneçam um novo fantasma por enfrentar.
Angola, a quem fica no conjunto uma diminuição estimada em 78 mil barris/dia, apenas tem vindo a tirar vantagens do acordo, à semelhança de outros membros, pois apesar de baixar a produção vende a preço mais alto e menos oscilante para baixo.
Por exemplo, as estatísticas fazem referência que até ao momento, contra as 1,75 milhões de barris/dia vendidos em 2016 a um preço-médio de 45 dólares, os 1,67 milhão de barris/dia vendidos a 50 ou 55 dólares terão superado uma subida líquida dos lucros de cinco (5) para cerca de 13 milhões de dólares/dia. Desde logo, os especialistas internacionais e nacionais são unânimes no facto de que as decisões da Opep apenas têm trazido benefícios.

Contas mais optimistas

As mais recentes indicações fazem antever uma previsão mais optimista do Governo com o comportamento do petróleo no mercado mundial. As projecções dizem que o Executivo angolano vai adoptar um preço-referência de 50 dólares no Orçamento Geral de Estado (OGE) para 2018 subindo os 45 dólares dos anteriores orçamentos anuais.
Se Angola seguir com a sua produção de 1,67 milhão de barris/dia vendidas ao preço médio de 50 dólares a facturação nacional passa a um valor estimado em 83.500.000. A mesma produção, em 2016, vendida a 45 dólares dava apenas uma receita de 75.150.000. A diferença é de mais de oito milhões de dólares/dia. Aproveitando os períodos de alta, e.g 60 dólares o barril, a facturação pode ir até aos 100.200.000.


STOCK DOS EUA DEFINEM CURSO

Os Estados Unidos têm, actualmente, uma reserva petrolífera estimada em mais de 700 milhões de barris. O “stock” petrolífero americano é um dado calculado, semanalmente, pelo Departamento de Energia.
Na última semana de Novembro, os dados divulgados revelaram uma compra de mais diária de mais de 2,2 milões de barris, totalizando no mês mais de 7,3 milhões de barris ainda assim menos 194 mil barrís comparativamente ao mês anterior. O comportamento das reservas norte-americanas é crucial, uma vez que apesar de possuir produção, os Estados Unidos devido ao alto consumo interno são os maiores consumidores mundiais, razão pela qual importa de vários parceiros no mercado.
Contudo, a produção de Xisto que possui quando no seu pico máximo prejudica o comércio mundial, porquanto uma eventual baixa procura por parte dos Estados Unidos pode ser suficiente para fazer cair consigo os preços mundiais. Os países membros da Opep e a Rússia ( na sua condição de maior produtor mundial), por essa razão, tendem a concertar posições de tempo em tempo para evitar derrapagens nas suas finanças nacionais provocadas por fraca procura.
Conforme o gráfico acima demonstrado, o controlo do consumo e das reservas dos Estados Unidos são essenciais para assegurar-se a eficiência dos negócios das commodities.