O relatório mensal da Organização de Países Exportadores de Petróleo (OPEP), publicado na última terça-feira, avança que o cartel cortou a sua produção um total de 930 mil bpd.
Dados da Opep retomados pela Agência Internacional de Energia (AIE) dão conta de que os 30,83 milhões de bpd, representam o menor nível em quase quatro anos. Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos e Kuwait foram os principais responsáveis pela redução.
No início de Dezembro, a Opep e aliados liderados pela Rússia decidiram reduzir a produção em 1,2 milhão de bpd durante o primeiro semestre de 2019, como parte de uma estratégia para conter a oferta global excessiva e impulsionar os preços do petróleo. A Opep se responsabilizou por um corte de 800 mil bpd e os aliados pelos demais 400 mil bpd.
A AIE, entidade com sede em Paris que presta consultoria a governos e empresas sobre tendências do setor de energia, disse que a Arábia Saudita, líder informal da Opep, cortou a produção de janeiro bem acima da cota com a qual havia se comprometido, em 400 mil
bpd, a 10,24 milhões de bpd.
A Rússia, no entanto, reduziu sua oferta em apenas 60 mil bpd no mês passado, a 11,71 milhões de bpd, informou a agência.
O cumprimento do acordo de corte na produção por integrantes da Opep em janeiro foi de 86%, enquanto o dos aliados ficou em apenas
25 por cento de acordo com a AIE.
Para a demanda global por petróleo deste ano, a AIE reiterou que continua esperando um acréscimo de 1,4 milhão de bpd. A agência alertou, porém, que a “desaceleração económica (global) limita quaisquer tendências de alta”.

Crescimento rápido
De acordo com a Reuters, o mercado global de petróleo terá dificuldades neste ano para absorver o rápido crescimento da produção de países de fora da Opep, mesmo com cortes de oferta do grupo e sanções dos EUA à Venezuela e ao Irã, disse a Agência Internacional de Energia (IEA, na sigla em inglês) num relatório nesta quarta-feira.
A AIE elevou sua estimativa de crescimento da oferta de petróleo bruto de fora da Organização dos Países Exportadores de Petróleo para 1,8 milhão de bpd em 2019, ante 1,6 milhão bpd anteriormente.
A agência também reduziu a sua previsão de demanda por petróleo bruto da Opep, que se comprometeu a cortar a oferta em 800 mil bpd este ano como parte de um acordo com a Rússia e outros aliados.