O Encontro Anual de Quadros da Comissão do Mercado de Capitais (CMC), a decorrer, em Luanda, desde quarta-feira (31 de Janeiro) sob o tema “As Privatizações em Bolsa e o Papel dos Agentes de Supervisão”, encerra hoje, diz uma nota da instituição a que o JE teve acesso.
De acordo com o documento, o VI encontro de quadros visa projectar as acções a serem concretizadas em 2018 no âmbito da dinamização do Mercado de Capitais em Angola e gerar um debate inclusivo em volta destas acções, com destaque para o processo de privatizações de empresas públicas por via da Bolsa de Valores, conforme indicado no Plano Intercalar do Governo
(Outubro 2017 - Março 2018).
O presidente da CMC, Mário Gavião, salientou como algumas das vantagens da privatização por via da Bolsa de Valores, o facto de proporcionar uma ampla dispersão do capital, através do acesso a um número amplo de investidores, permitir um melhor acompanhamento do sucesso e expansão da empresa alvo da privatização e dos ganhos resultantes deste processo proporcionar um maior encaixe financeiro para o Estado, resultante de uma melhor descoberta do preço das acções da empresa alienada, e permitir melhorar a notação de risco e a posição no ranking de ambiente de negócios, proporcionada pelos ganhos de transparência do referido processo.
Numa altura em que urge a necessidade de se materializar a diversificação da economia angolana, os quadros da CMC vão discutir temas que visam atingir este fim através do crescimento e maior capacitação das empresas angolanas via Mercado de Capitais, que se pretende que seja uma alternativa complementar de financiamento à economia nacional.