A receita bruta petrolífera de 2019, fixada em 31,2 mil milhões de dólares (cerca de 15,3 biliões de kwanzas ao câmbio de ontem do BNA), pagaria na totalidade os 11,4 biliões de kwanzas (23,2 mil milhões de dólares) do OGE/2019 e mais de 95 por cento dos 15,9 biliões de kwanzas (32,3 mil milhões de dólares) do orçamento de 2020.
Contudo, em termos de contabilidade, o Estado angolano beneficia de pouco mais de 37 por cento das receitas petrolíferas, como mais-valia da concessionária e diversos impostos associados às operações das empresas exploradoras do crude.
Ou seja, em termos contabilísticos, os cofres públicos terão beneficiado, em 2019, de cerca de 11,5 mil milhões de dólares (5,6 biliões de kwanzas).
No IV trimestre do ano passado, a Sonangol e parceiras venderam 478 milhões de barris ao
preço médio de 65 dólares.
De acordo com os dados apresentados esta semana pelo Ministério dos Recursos Minerais e Petróleo, Angola vendeu só no quarto trimestre petróleo bruto no valor de 7,6 mil milhões de dólares, resultante da exportação de 117 milhões de barris.
Os dados disponibilizados dão conta ainda que no III trimestre do mesmo ano (Junho a Setembro), foram vendidos 116,4 milhões de barris de petróleo, a um preço médio de 62,8 dólares por barril, enquanto no período anterior (II trimestre) registou-se uma baixa, pois foram exportados cerca de 121,8 milhões de barris que permitiu arrecadar 8,5 mil milhões de dólares.
O secretário de Estado dos Petróleos, José Barroso, explicou que para o ano em curso pretende-se dar continuidade a média de produção petrolífera diária atingida em 2019, isto é um milhão e 400 mil barris de petróleo/dia.
Em relação à Sonangol, disse que a empresa vai dar continuidade ao programa de reestruturação e ao processo de privatização dos seus activos que não fazem parte da sua actividade principal (pesquisa, exploração e distribuição de derivados de petróleo).
De acordo com o presidente da Comissão Executiva da Sonangol Comercialização Internacional (SONACI), Luís Manuel, o I trimestre de 2019 foi o período que se registou maior venda do crude.
Naquele período, venderam-se 45 milhões de barris. O III trimestre contabilizou 38 milhões de barris e foi o mais baixo em termos de produção. O preço médio foi de 62 dólares. Já no I Trimestre, o preço médio do Brent chegou nos 69,5 dólares.

Desempenho
Angola vendeu no IV trimestre de 2019 petróleo bruto no valor de 7,6 mil milhões de dólares norte-americanos, resultante da exportação de 117 milhões de barris, pertencentes à Sonangol e às companhias internacionais que operam no país.
No III trimestre do mesmo ano (Junho a Setembro), foram vendidos 116,4 milhões de barris de petróleo, a um preço médio de 62,8 dólares por barril, enquanto no período anterior (II trimestre) registou-se uma baixa, pois foram exportados cerca de 121,8 milhões de barris que permitiu arrecadar usd 8,5 mil milhões.
Da produção do IV trimestre de 2019, cerca de 39 por cento corresponde a cota parte da Sonangol e da concessionária nacional, sendo que os principais destinos foram a China com 72 por cento, seguida da Espanha com 6 por cento e a Índia com cinco por cento.
O director nacional da Comercialização do Ministério dos Recursos Minerais e Petróleos, Gaspar Sermão, disse no balanço do IV trimestre da produção petrolífera de 2019, que a Sonangol e suas parceiras exportaram cerca de 478 milhões de barris, ao preço médio de usd 65/barril, que resultaram na venda bruta avaliada de 31,2 mil milhões de dólares.
Distribuição avança
O Ministério dos Recursos Minerais e Petróleo apresenta hoje os dados das operações de “Downstream” - logística e distribuição de derivados - referente ao IV trimestre de 2019 e previsões para o presente ano.
Nos últimos dados divulgados à imprensa, dava conta de que o mercado angolano de abastecimento de combustíveis contou, até ao III trimestre (Julho a Setembro) do ano passado, com um total de 968 postos de abastecimento operacionais.
Do número, 489 são bombas em contentores e os outros 479 em infra-estruturas “standard”.
O JE apurou de fontes do sector que 444 (quatrocentos e quarenta e quatro) postos de abastecimento eram marcas brancas, 78 da Pumangol, 53 da Sonangol (sendo 20 em construção de raíz e 33 em contentores) e 393 da Sonangol Distribuidora (das quais 309 em construção de raíz e 84 em contentores).
Em termos de distribuição por províncias, Luanda conta com 352 Postos de Abastecimento de combustíveis, dos quais 132 são em construção de raíz e 220 em contentores.
Ainda em Luanda, quem mais pontos de venda de derivados/refinados controla são as marcas “Bandeira Branca” com 209 postos (14 em construção de raíz e 195 em contentores).
A Sonangol Distribuidora tem 88 bombas de combustíveis, sendo 70 em construção de raíz e 18 em contentores, na capital do país. A Pumangol tem, em Luanda, 33 postos de abastecimento, todas em construção de raíz, e a Sonangalp aparece com 22, dos quais 15 em construção definitiva e sete em contentores.
Os dados avançam ainda que, a seguir a Luanda, quem mais bombas de combustíveis tem é a província de Benguela com um total de 110 postos. Destas, 51 são em construção de raíz e 59 em contentores. Ainda em Benguela, a liderança da distribuição é das marcas “Bandeira Branca” que controlam 51 postos. Segue-se-lhes a Sonangol com 48 e a Sonangalp e Pumangol surgem com quatro e sete bombas, respectivamente.
O top 3 é ainda integrado pela Huíla que tem 76 bombas de combustíveis. Na província, 46 bombas são de raíz e 30 em contentores.
Há ainda em realce a província do Huambo que tem ao todo 68 postos de abastecimento de combustíveis. Lá 47 são de raíz e 21 em contentores. As de “Bandeira Branca” têm 18 postos, a Pumangol 2, Sonangalp 2 e a Sonangol Distribuidora 46.
A província com menos postos de abastecimento é a do Cuando Cubango com 11 (onze) no total, segundo fez saber o Ministério dos Recursos Minerais e Petróleo.
No global, as bombas de combustíveis dividem-se em Bengo (14), Bié (26), Cabinda (35), Cunene (16), Cuanza Sul (22), Cuanza Norte (12), Lunda Sul (13), Lunda Norte (29), Malanje (28), Moxico (31), Namibe (18), Uíge (35) e Zaire (50).>