exploração de mais de 50 milhões de barris de petróleo, em Maio, gerou para Angola uma receita superior a 124 mil milhões de kwanzas, de acordo com o relatório mensal do Ministério das Finanças citado pela Angop.
Conforme dados  compilados pela Agência Angolana de Notícias (ANGOP), em relação a Abril,  em Maio registou-se a redução de mais de 16 mil milhões de kwanzas, uma vez naquele mês haviam sido contabilizadas uma arrecadação  de 141,5 mil milhões, com a remessa de  48 milhões de barris de crude.
O barril de crude, em Maio,  foi  exportado no valor médio de 50,945 dólares norte-americanos, contra  49,077 dólares de Abril.
Os valores arrecadados, na compilação da Angop, foram com base nas tradicionais receitas do Imposto sobre o Rendimento do Petróleo (IRP), do Imposto sobre a Produção de Petróleo (IPP) e do Imposto sobre a Transacção
de Petróleo (ITP).

Receita estabilizada
A receita fiscal angolana com a exportação petrolífera aumentou 6,5 por cento em Abril, para mais de 760 milhões de euros, tendo, nesta ocasião, se aproximado dos máximos do início do ano, que foi então o melhor registo em 16 meses.
O relatório mensal do Ministério das Finanças, sobre as receitas com a venda de petróleo, atestaram que Angola exportou mais de 48 milhões de barris de crude em Março, a um preço médio de 49 dólares.
O aumento é superior a 110 mil barris face ao mês de Março, mas com o preço médio a descer, cerca de dois dólares. Desta forma, as vendas totais de petróleo ascenderam a 2.384 milhões de dólares (2.121 milhões de euros) em todo o mês de abril.
Em Janeiro, Angola exportou mais de 52 milhões de barris, a um preço médio de 51 dólares, tendo com isso gerado uma receita fiscal de 158,9 mil milhões de kwanzas (855 milhões de euros), valor que só tem paralelo com Outubro de 2015. Em Abril, essas receitas fiscais, relativas a 12 concessões de produção petrolífera, chegaram aos 141 mil milhões de kwanzas (mais de 762,5 milhões de euros), enquanto que em Março ascenderam a 132 mil milhões de kwanzas (mais de 716 milhões de euros).
Em 2014, cada barril exportado por Angola superara fasquia dos 100 dólares, num período de “boom” da indústria mundial. O cenário mudou drasticamente em 2016, momento em que o valor caiu para 30,4 dólares.
O valor médio tomado por barril no Orçamento Geral do Estado em execução foi de 46 dólares, preço que, neste momento, já vê-se em baixa, pois as negociações nas duas últimas semanas, caíram ligeiramente e oscilam agora entre os 44 e 45 dólares.
Angola continua, em 2017, a ser o maior produtor de petróleo em África, à frente da Nigéria.