O preço médio por quilate do diamante, em 2019, chega aos 254 dólares, contra os 113,05 de 2018. Em resultado disso, a produção prevista de 9,5 milhões de quilates/ano de diamantes vai gerar uma receita acima dos 2,4 mil milhões de dólares. Estes números superam de longe, os 1,2 mil milhões de dólares de 2018.
Os dados apresentados esta semana pela Empresa Nacional de Diamantes (Endiama) no domínio da produção industrial atestam que foram colectadas 9.221.343 quilates (plano 8.533.343 quilates), o que representa 8 por cento acima da produção prevista para este mesmo ano. Em 2017, foram recuperados 8.973.679 quilates, o que representa 97 por cento comparativamente ao realizado em 2018.
O presidente do Conselho de Administração da Endiama, José Ganga Júnior, falou esta semana aos jornalistas durante uma conferência de imprensa que visou apresentar o balanço das actividades de 2018, assim como as metas a alcançar em 2019.
O patrão da Endiama esclareceu que da produção industrial de 2018 foram comercializados 8.263.748,63 quilates ao preço médio de 148,65/Qte (em 2017 foi de usd 113,05/Qte), tendo as vendas alcançado usd 1,2 mil milhões.
“Verificou-se uma melhoria do preço médio de 31 por cento o que resultou numa receita adicional de 294 milhões de dólares”, afirmou, acrescentando que a produção global incluindo o semi-industrial atingiu em 2018 aproximadamente 9.433.887,60 quilates, que compara com 9.438.801,10 quilates verificados em 2017.
Minas activas
Sublinhou também que estão em funcionamento 12 empresas de produção, nomeadamente três de jazigos primários e nove de jazigos secundários, com destaque para a Catoca, Camutué, Luó, Luminas, Cuango, Chimbongo, Chitotolo, Úari- Cambange, Calonda, Luana, Lulo e Tchegi.
“Encontram-se em prospecção 17 projectos dos quais 10 depósitos primários e sete secundários, sendo que a nossa meta é duplicar a produção para 14 milhões de quilates até 2022”, realçou. Afirmou que a Endiama vai realizar no fim deste mês um leilão para a comercialização de sete “pedras especiais” de diamantes do projecto Lulo, na Luanda Norte.

Dívidas
Revelou ainda que o passivo geral da diamantífera está avaliado em 525 milhões de dólares. Por essa razão, foram feitos diagnósticos da situação das empresas mineiras com dificuldades técnicas e financeiras com vista à melhoria da performance operacional e financeira, de modo a atingirem os níveis de produção projectados, estando em curso acções de reestruturação nas empresas Luó, Camutué, Calonda e Luarica.
José Ganga Júnior precisou que o subsector dos diamantes, conta com uma força de trabalho de 11.035 colaboradores no activo, sendo 9.341 homens e 1.694 mulheres. Segundo o responsável, foram efectuados ajustes salariais entre 20 e 40 por cento.
De acordo com o gestor está em curso o redimensionamento da força de trabalho inactiva das delegações do Dundo e Nzagi, incluindo a regularização do processo do pessoal em idade de reforma. Prevê-se uma redução de 131 trabalhadores, com efeitos a partir deste mês, sendo que 3.383 trabalhadores passam à reforma.