Entre Janeiro e Junho deste ano, as receitas das Linhas Aéreas de Angola (TAAG) cresceram 16 por cento em relação ao período anterior. Este crescimento foi assinalado a nível de passageiros, e no transporte de carga, foi muito melhor com o registo de 78 por cento.
Segundo um comunicado a que o “JE” teve acesso sobre resultados financeiros (não auditados) do primeiro semestre de 2017, a companhia realça que o desempenho regista algumas melhorias, salientando que há um progresso contínuo no controlo de despesas gerais e outros custos. A TAAG diz que os resultados das operações foram muito melhor do que o orçamentado para o mesmo período. Sublinha, no entanto, que a redução na atribuição do subsídio de combustível pelo Governo (pago, devido aos preços muito elevados de combustível em Angola) impediu a companhia de fazer lucro no primeiro semestre.
O prejuízo líquido da empresa área nacional chegou a 12 milhões de dólares para o semestre que findou aos 30 de Junho de 2017, pois ligeiramente superior ao de 5 milhões reportado para todo o ano de 2016. “Este nível de desempenho é muito melhor se tivermos que comparar com prejuízos históricos superiores a 150 milhões de dólares em alguns anos. A razão principal deste prejuízofoi a provisão total de 21 milhões de dólares efectuada durante o período, de passivos fiscais não pagos em escalas,no exterior referenteao ano de 2010”, refere o comunicado.
Acrescenta que se não fosse a redução no subsídio de combustível e a provisão para o passivo fiscal, a companhia teria sido lucrativa.
A TAAG anunciou que está a expandir a sua programação para a temporada de inverno da IATA 2017/18, cujos destaques incluem serviços duplos diários para Lisboa, além dos três serviços por semana para o Porto, como resultado da disponibilização de novosdireitos de tráfego. Além disso, os voos de Luanda-Cidade do Cabo aumentarão de três por semana para voos diários no final do mês de Outubro.