Alguns analistas apontam os 30 dólares como o limite das descidas. O excesso de oferta continua a ser o detonador da desvalorização e este pode vir a ser o pior primeiro semestre desde 1997.
O petróleo atingiu, esta quarta-feira, o valor mais baixo em sete meses, em ambos os mercados de referência. Um desempenho que elevou para 21 por cento a queda acumulada desde o último máximo atingido em Janeiro e que coloca oficialmente a matéria-prima em “mercado urso”. Desde o início do ano, o Brent, em Londres, cai 21,7 por cento enquanto o WTI, em Nova Iorque, perde 21,5 por cento, o que a manter-se poderá ser o saldo mais negativo num primeiro semestre em 20 anos, segundo a Reuters.
“A queda nos preços do petróleo parece ser imparável”, adiantou Julius Baer à Reuters. O analista de matérias-primas da Carsten Menke considera que “a eficácia do acordo é cada vez mais questionada” e que “os riscos de queda para os preços do petróleo aumentaram”, pelo que estima que os preços “passem mais tempo em torno dos 40 do que nos 50 dólares devido à crescente produção de xisto e à estagnação da procura no mundo ocidental, que trava os efeitos de contenção do Médio Oriente”.
“O petróleo está em tendência de queda e os riscos desta tendência apontam para os 30 dólares”, defende Paul Ciana, estratega do Bank of America/Merrill Lynch, citado pela “Business Insider”. Isso significaria que os preços voltariam aos níveis registados em Fevereiro do ano passado, quando atingiram mínimos de 12 anos.