A Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANPG) vai reduzir em 50 por cento as interrupções qualificadas, para se alcançar a produção de entre 40 e 45 mil barris de petróleo por dia.
Segundo o presidente do Conselho da Administração da agência, Jerónimo Paulino, para esse fim e sob orientação do Ministério de Recursos Minerais e Petróleos, em conjunto com os operadores do sector petrolífero, e no quadro da legislação recentemente aprovada, traçou uma série de medidas, que terão impacto a curto, médio e longo prazos na produção petrolífera.
Jerónimo Paulino prestou essa informação no decorrer da cerimónia que marcou, ontem, a passagem do primeiro aniversário da ANPG. “Como primeira medida, temos de reduzir as paragens não qualificadas, pois, em 2019 a indústria deixou de produzir cerca de 35 milhões de barris, devido ao mal funcionamento do equipamento”, sublinhou. Por isso, uma média de 90 mil barril deixou de ser produzido todos os dias.
Neste quadro, foram definidos quatro objectivos estratégicos, entre os quais optimizar e salvaguardar a acção fiscalizadora da concessionaria ANPG e impulsionar e intensificar a substituição das reservas.
De acordo com o planificado e depois da transferência de alguns quadros da Sonangol para a concessionária, o próximo passo é a optimização dos processos e do quadro do pessoal, ao mesmo tempo que são aguardados da Sonangol os fundos ainda sob sua guarda, como o fundo de abandono. Nessa fase espera-se rever e ajustar o modelo operacional e adoptar um novo modelo não só nas boas práticas de gestão, como nos instrumentos informáticos, para o melhor trabalho com os parceiros.
O segundo grande tópico, de acordo com o PCA da ANPG, é o desenvolvimento dos campos maduros com várias iniciativas, sendo a primeira a negociação de plano do Bloco 15, em que há fusão de diversas áreas de desenvolvimento. “Saímos de 11 para 4 áreas e estendeu-se o período de produção destas 4 áreas para até 2032”, destacou. Numa fase inicial, a iniciativa permitirá a perfuração de 18 poços, trazendo para o Bloco uma produção média de 40 mil barril dia.
Um outro contrato negociado visa a extensão da pesquisa e produção no Bloco 17, tendo-se concluído na evolução de duas etapas, a primeira para 2035 e a segunda para 2045, para a produção, até 2024, de mais de 400 mil barril de petróleo por dia.
“Há ganhos nestas negociações e tanto na primeira, quanto na segunda, no caso do Bloco 15, tivemos a entrada da Sonangol Pesquisa e Produção”, indicou Jerónimo Paulino, para quem “temos também ganhos futuros por via dos impostos e a partilha do petróleo terá um incremento de 1,6 mil milhões de dólares, só no Bloco 15. No Bloco 17, onde a Sonangol entra, numa fase inicial, com 5 por cento, o incremento será de 3,5 mil milhões de dólares.
Um outro contrato aprovado vai desenvolver o campo Platina. A sua incorporação na área de desenvolvimento permite ganhos futuros, também relacionados com impostos e partilha de petróleo bruto de perto de 2,4 mil milhões de dólares. Outros pacotes continuam a ser negociados e bons passos já são dados no Bloco 14.

Rússia está pronta para cooperar com a Opep

A Rússia está pronta para cooperar com a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) nos mercados globais de petróleo, disse terça-feira um porta-voz do Governo russo, que se recusou a oferecer mais detalhes.
O Governo russo afirmou esta semana que o Presidente Vladimir Putin e o Rei saudita Salman conversaram por telefone e confirmaram a sua prontidão para continuar a cooperação por meio da Opep+, de forma a assegurar a estabilidade do mercado global de petróleo.
A Opep e aliados, incluindo a Rússia, grupo conhecido por Opep+, estão a considerar a realização de uma reunião ministerial entre 14 e 15 de Fevereiro, segundo fontes da Opep, antecipando o encontro previsto para Março.
“A Rússia está pronta para cooperar nesse formato”, disse o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, durante uma teleconferência com jornalistas, mas recusou-se a comentar se a Rússia poderia promover um corte adicional.