O processo de angolanização do sector petrolífero prossegue, tendo controlado, até ao momento, cerca de 21 mil angolanos, dos quais 16 mil estão nas empresas prestadoras de serviço e cinco (5) mil nas operadoras.
Ao que soube o JE, o sucesso da iniciativa é visto já na plena angolanização de empresas como Angoflex e Petromar. O objectivo foi o de colocar os quadros angolanos nas posições de decisão das empresas petrolíferas.
Num dos painéis da recente conferência “Angola Oil & gas 2019”, foi avançado que o sector petrolífero continua a reservar 20 cêntimos de dólar de cada barril vendido para assegurar a formação de quadros, com predominância aos técnicos formados em regime de bolsa interna na Universidade Agostinho Neto e outras.
No nível médio, o Instituto Nacional de Petróleo (INP) deu já ao mercado um total de 3.167 técnicos ao longo de cerca de 40 anos em actividade. A outra componente de formação naquela instituição, que dista 13 quilómetros da cidade do Sumbe, a capital do Cuanza Sul, no sentido porto Amboim, é a formação profissional, na qual o INP já lançou ao mercado 9.204 técnicos. A grade curricular do instituto integra 700 cursos. Os profissionais pela sua natureza de curta duração são dos mais solicitados.
No Instituto Médio de Petróleos (INP) onde deverá surgir um complexo anexo para a formação superior também foram formados 160 quadros no âmbito dos acordos na região SADC.
No ano lectivo de 2019 estudam no INP 622 estudantes, todos em regime de internato e apoiados por serviços complementares.