De Dezembro de 2017 a Julho de 2018, as Reservas Internacionais Líquidas (RIL) de Angola perderam apenas 800 milhões de dólares.
Foi a acentuada estabilidade do preço do petróleo, que se fixou acima dos 70 dólares desde finais do ano passado, que permitiu que as despesas com as importações fossem feitas num ritmo inferior ao da entrada mensal de divisas por via das exportações petrolíferas nacionais.
Dados mais recentes davam conta de que as RIL aumentaram 3,1% entre Junho e Julho, para 13.680 milhões de dólares, apenas 800 milhões abaixo dos 14.480 milhões calculados em Dezembro de 2017.
Do que se pode depreender, da leitura de informações preliminares do BNA citadas pela Lusa, é que no espaço de um mês as reservas aumentaram o equivalente a 420 milhões de dólares, depois do corte, em Junho, de 1.412 milhões.
Recentemente, o governador do BNA, José de Lima Massano, o governador disse que no primeiro trimestre de 2018 a importação de alimentos cifrou-se em USD 560 milhões, apesar de representar uma queda de 30% comparativamente ao mesmo período de 2017, se guiados pela procura, que se mantém alta, no final deste ano, o país pode não estar muito longe dos cerca de USD 3,3 mil milhões de importação de alimentos verificada em 2017.
Na sua última reunião, o Comité de Política Monetária do BNA fez saber que as Reservas Internacionais Brutas (RIB), em Junho de 2018, situaram-se em USD 17,50 mil milhões contra os USD 18,98 mil milhões, em Maio de 2018, e USD 18,06 mil milhões em Dezembro de 2017. No final do mês em análise, o nível de reservas internacionais representava 7,29 meses de cobertura das importações de bens e serviços.