As reservas petrolíferas angolanas estão actualmente estimadas em mais de quatro mil milhões de barris de petróleo, o que garante uma produção de longo prazo.
Este dado foi avançado pelo presidente do Conselho de Administrac?a?o da Age?ncia Nacional de Petro?leo, Ga?s e Biocombusti?veis (ANPG), Paulino Jero?nimo, na conferência mensal realizada pela Câmara de Comércio Americana em Angola (AmCham-Angola), que abordou, recentemente em Luanda, a “Auto-sustentabilidade da indu?stria petroli?fera angolana: desafios e oportunidades”.
Na ocasião, Paulino Joaquim fez saber que a produc?a?o angolana de petro?leo teve uma queda me?dia de 400 mil barris por dia (bpd) ao longo dos u?ltimos quatro anos, mas que pode recuperar com medidas para conter o decli?nio, tais como a reduc?a?o das paragens na?o planificadas, o aproveitamento de recursos adicionais em campos madu- ros, novas descobertas em a?reas em desenvolvimento e em campos marginais, onde a produc?a?o passou a beneficiar de incentivos legais para as empresas que investirem nestes locais.
O presidente da ANPG referiu que a produc?a?o angolana, que era de 1,859 milho?es de bpd em 2015, registou perdas de 15 por cento, caindo para uma me?dia de 1,400 milho?es de bpd devido a?s paragens na?o planificadas. Hoje, a produc?a?o angolana é de 1,415 milho?es de bpd, contando com um de?fice de 169 mil barris devido a paragens, pelo que a soluc?a?o para essa questa?o reside na melhoria da planificação e aproveitamento dos recursos.

Projectos por explorar
O presidente da ANPG anunciou, na ocasião, o arranque de um processo de desenvolvimento das primeiras descobertas marginais com a Chevron, no Bloco 0, o qual, em caso de sucesso, da? lugar a dez ou 15 projectos novos.
“Se dentro de dois ou tre?s anos, essas operac?o?es forem bem sucedidas, Angola passa a contar com 30 ou 40 novos projectos de produc?a?o em descobertas”, revelou.
Segundo o gestor da agência, as medidas anunciadas va?o muito mais ale?m, incluindo a licitac?a?o de 55 concesso?es, entre as quais nove blocos da Bacia do Namibe e ainda concessão de direitos de explorac?a?o de ga?s a empresas que descobrem as reservas.
Outra solução para amortecer os efeitos das dificuldades do sector apontadas por Paulino Joaquim é a partilha de meios pelos operadores petrolíferos, com o objectivo de maximizar os custos.
Nos próximos anos, disse, as turbinas diesel serão convertidas para o gás, para permitir que o país poupe mais de 770 milhões gastos anualmente com a produção energética.