Nos finais dos anos 90 e início de 2000, vendedores só aos sábados. Eram na sua maioria os próprios camponeses, saídos de suas lavras, com os produtos frescos.
Ficou conhecida como a “Praça do sábado”, mas hoje, o mercado à ceu aberto da Caop velha, comuna da Funda, no município de Cacuaco, já abre todos os dias, excepto ao domingo.
Por essa razão, rivaliza com os outros pontos de venda de produtos do campo, casos do Km 30 em Viana e do Cantinton, no Gamek, Maianga.
Mas são os baixos preços e a garantia de serem produtos “sacados da terra” que mais leva lá quem na hora de decidir o que comer tem preferência pela produção tirada dos campos agrícola das zonas adjacentes de Luanda.
Tal como constatado, anteriormente, por uma reportagem do Jornal de Angola, o mercado situado na rua principal do bairro da Caop Velha, comuna da Funda, está constituído por várias naves e beneficiou em períodos alternados de obras de requalificação para proporcionar maior comodidade aos vendedores e clientes.
Ainda assim, nos dias de chuva, dois ambientes marcam o espaço: lamaçal e um trânsito caótico.
Para vender no mercado, as quitandeiras têm de adquirir uma ficha, cujo ­valor varia de acordo com o produto comercializado.
O sábado é ainda o dia de maior movimento no mercado, o que faz jus ao seu nome. A circulação automóvel torna-se um martírio na estrada da Funda, com engarrafamentos provocados por vendedoras ambulantes que procuram tomar a dianteira às confrades do “Sabadão”.
Na nossa visita desta semana, constátamos que, por exemplo, por um balde de cinco quilogramas de tomate, vendido no Km 30 e Cantinton por 700 kwanzas, no Sabadão ainda compra-se a 500. A par daquele, os legumes e hortaliças são o ponto forte e a referência de um mercado que tenta segurar a sua história com o combate ao aproveitamento de pessoas que no afã do lucro fácil tentam dar “cabetula” e não poucas “candimbas” às medidas de referência em outros produtos lá à venda, como arroz, açúcar e farinha de trigo.
Embora agitado e com enormes dificuldades para lá chegar-se, os vendedores e compradores do Sabadão parece respeitarem no princípio dos mercados: preço justo resulta, e lá não foge à regra, do bom entendimento entre o que vende e aquele que compra.
Vai daí que para quem gosta de variar e fazer um turismo de campo mais ao estilo dos locais, uma passagem pelo espaço sempre dá valor ao produto nacional. IL