O primeiro-ministro de São Tomé e Príncipe, Joaquim Rafael Branco, manifestou hoje, sexta-feira em Luanda, o desejo de empresários angolanos investirem cada vez mais no seu país.

Rafael Branco que falava no final da audiência com o primeiro-ministro angolano, António Paulo Kassoma, referiu que o sector empresarial começa a ganhar grande importância nas relações entre os dois países.

“Devo dizer que no domínio empresarial existem já com empresas angolanas projectos extremamente estruturantes, que vão contribuir para o desenvolvimento de São Tome e Príncipe”, disse.

O primeiro-ministro de São Tome e Príncipe chegou esta manhã a Luanda, onde efectua uma visita de trabalho de algumas horas, a convite do seu homólogo angolano, António Paulo Kassoma, no quadro do reforço da cooperação entre os dois estados.

Informou ter passado em revista com o seu homólogo angolano, o estado das relações, acrescentando que os dois países tomaram algumas decisões sobre mecanismos para colocar a cooperação ao nível desejado.

Citou como um dos mecanismos a realização, na primeira quinzena de Março próximo, de uma reunião da comissão técnica e outras que vão contribuir para o reforço das relações entre Angola e São Tomé e Príncipe.

Joaquim Rafael Branco tem agendada uma audiência com o Presidente da República, José Eduardo dos Santos, devendo deixar o país às 16h00.

Joaquim Rafael Branco é o chefe do 13º governo constitucional de São Tomé e Príncipe. Foi escolhido pelo seu partido, Movimento de Libertação de São Tomé e Príncipe/Partido Social Democrata (MLSTP/PSD), em 2008, para o cargo de primeiro-ministro do país, depois de o chefe de Estado, Fradique de Menezes, ter solicitado a principal força da oposição para formar um novo Governo.

Integram a delegação são-tomense, composta por 13 elementos, entre outros, o ministro das Obras Públicas, Infra-estruturas, Transportes e Comunicações, Benjamin Vera Cruz, o ministro da Administração Interna, da Administração Territorial e da Protecção Civil, Raul da Costa Cravid, e o secretário-geral do governo, José Maria de Barros.