As empresas Sonangol, BP, Total, Esso, Eni e Chevron apresentam, nos dias 23 e 24, próxima semana, em Luanda, as contas relativas ao balanço do I trimestre deste ano.
De acordo com uma nota a que o JE teve acesso, o encontro vai também fazer previsões sobre as perspectivas de mercado no II Trimestre e deve ter a orientação institucional do Ministério dos Recursos Minerais e dos Petróleos (MIREMPET).
Caracterizado por um profundo processo de refundação, neste momento, o sector dos recursos minerais e petróleos ainda é o principal contribuinte fiscal às contas do Estado e por esta particularidade o seu desempenho reflecte, directamente, nos avanços ou recuos da economia, sobretudo no “aquecimento à economia” feito por via de novos investimentos.
A Sonangol, até há alguns meses concessionária e operadora, também entra neste momento novo com o desafio de afirmar-se como operador, retirado que lhe foi o papel de concessionária pública.
Quanto aos operadores BP, Total, Esso, Eni e Chevron, cada um deles tem procurado apresentar ao Governo de Angola as suas expectativas com o mercado e a estratégia de operações que passa pela concretização de novos negócios e mais investimentos financeiros.
A Total, em particular, foi a primeira a entrar no segmento da distribuição com a abertura já de um posto de abastecimento de combustíveis em Luanda, um nicho em que a Chevron e a Eni também pretendem entrar, pois detêm fortes bases e experiências em outros mercados sobre tais negócios.
Já a Esso Angola, filial da ExxonMobil, é empresa líder do sector petrolífero a nível mundial.
As suas operações seguem a perspectiva de garantia de vantagens competitivas, justificada estritamente ao compromisso com a excelência e contribuição na formação especializada dos quadros.
Quanto à liberalização da importação de derivados, o ministro Diamantino Azevedo disse, recentemente, que este processo deverá ocorrer tão somente após a retirada da subvenção aos preços dos combustíveis ainda em estudo.
O apelo que Diamantino Azevedo tem feito às operadoras põe-se no sentido destas continuarem com os processos de recrutamento, formação e integração dos quadros angolanos no sector, intensificando, deste modo, a sua presença nos principais cargos de decisão, num processo conhecido como “angolanização do sector”.
Nos últimos dias tem estado a registar-se uma certa escassez de derivados de petróleo, casos do gás de cozinha e mesmo de combustíveis nas bombas de abastecimento. A situação está a ser aproveitada  por revendedores informais  que usam do momento para especular nos preços destes derivados.