O presidente do Conselho de Administração da Sonangol, Francisco de Lemos José Maria, e o CEO da petrolífera italiana ENI, Cláudio Descalzi, estabeleceram esta semana, em Roma (Itália), um novo reforço da parceria estratégica e operacional entre as duas empresas.

Para a Sonangol, o encontro consubstancia o esforço e empenho da concessionária nacional em trabalhar no sentido da melhoria permanente da atractividade para todos os que queiram participar no desenvolvimento da indústria petrolífera angolana.

A reunião serviu para abordar também da questão do gás natural, com a confirmação do compromisso de se prosseguir com as actividades de valorização do gás doméstico, que será produzido por ambas as empresas, em parceria, visando a promoção do acesso à energia e o apoio à economia.

Para o efeito, a Sonangol e a ENI deverão concluir, nos próximos meses, a avaliação de projectos de desenvolvimento de campos de gás, na Bacia do Congo, destinados à geração de energia eléctrica no país e estimados num potencial de até 1,5 GW (Gigawatt).

O encontro consolidou igualmente a relação das duas empresas, que vão colaborar no desenvolvimento da Refinaria do Lobito, no âmbito da intenção de que Angola se torne independente no aprovisionamento de gás e petróleo.

Na delegação da Sonangol, destaque também para as presenças dos administradores Paulino Jerónimo e Ana Joaquina da Costa, assim como dos presidentes das Comissões Executivas da Sonangol Pesquisa e Produção e da Sonagás, Carlos Saturnino e Ruben Costa, respectivamente.

Balanço
A receita da Sociedade Nacional de Combustíveis de Angola (Sonangol) com a exportação caiu 44 por cento em Setembro, em termos homólogos, para 82,2 mil milhões de kwanzas (604 milhões de dólares), diz o relatório. Em Setembro de 2014, no início da queda do preço do barril que causou uma forte desvalorização da moeda angolana face ao dólar, a exportação de petróleo representou um encaixe de 147,1 mil milhões de kwanzas (1.082 milhões de dólares, à taxa de câmbio actual). Entre Janeiro e Setembro de 2015, ainda de acordo com os números insertos do relatório deo Ministério das Finanças, as receitas da Sociedade Nacional de Combustíveis de Angola totalizaram 717,2 mil milhões de kwanzas (5.274 milhões de dólares).

Bloco 17
A Sonangol, a Total E&P Angola e as suas associadas do Bloco 17 anunciaram, recentemente, o arranque do projecto “Bombas Multifásicas (MPP)” no Campo Rosa, localizado no Bloco 17 do offshore angolano. Essa inovação tecnológica vai adicionar 30 kbbl/d (trinta mil barris por dia) à produção actual do bloco.

O projecto enquadra-se no objectivo de aumento de recursos do Girassol (GirRl), lançado em 2010 para optimizar a recuperação do petróleo nos campos maduros conectados à unidade flutuante de produção armazenamento e descarga de petróleo (FPSO) - Girassol. O mesmo consiste na instalação, no fundo do mar, de quatro bombas multifásicas de alta pressão, conectadas à rede de produção submarina existente no Campo Rosa.

Essas bombas permitirão a recuperação de cerca de 42 milhões de barris de reservas adicionais. O projecto, cuja tecnologia constitui uma estreia mundial, inclui também a instalação de um cabo eléctrico de ligação entre os FPSO Girassol e Dália, para fornecer electricidade necessária ao funcionamento das bombas.

O Bloco 17 é um dos mais importantes operados pelo Gripo Total e conta com uma produção acumulada - recorde de 2 mil milhões de barris em Abril de 2015. A produção do Bloco é garantida por 4 unidades flutuantes de produção, armazenamento e descarga de petróleo: Girassol, Dália, PazFlor e CLOV.

A Total E&P Angola é o operador do Bloco 17 com uma participação de 40 por cento e tem como associadas a Statoil, com 23,33, a Esso Exploration Angola (Bloco 17) Limited, com 20, e a BP Exploration (Angola) Ltd, com 16,67.