A aquisição de 1,2 milhões de toneladas de gasolina, 2,1 milhões de toneladas de gasóleo e 480 mil toneladas de gasóleo de marinha surge como a razão da abertura de um processo de contratação pública para fornecimento aberto, recentemente, pela Sociedade Nacional de Combustíveis de Angola (SONANGOL E.P).
De acorco com um comunicado da petrolífera, a abertura desta contratação pública, ao abrigo da lei angolana, decorre sobre a tipologia de um Procedimento de Contratação Simplificada por Convite. O documento explica que a entidade pública contratante é a Sonangol Logística Lda, cabendo à Sonangol Comercialização Internacional (SONACI) Lda, a gestão do processo de contratação pública.
O tipo de procedimento de contratação adoptado derivou da urgência em garantir-se um fornecimento atempado a partir do II trimestre de 2018, sem constrangimentos para o mercado interno.
O Procedimento iniciou no dia 17 de Janeiro de 2018 e terminou a 31 de Janeiro, sob pena de desqualificação. Nesta contratação foram convidadas empresas petrolíferas internacionais com aparelho refinador e empresas de trading de reputação internacional, previamente analisadas internamente pela Sonangol, para fazerem face ao exigente e altamente complexo caderno de encargos formulado para efeitos do processo de contratação pública. As três propostas mais competitivas serão seleccionadas para uma fase de negociação, prévia à decisão de adjudicação, que se espera concluída até meados de Fevereiro.

Construção de Refinarias
O grupo criado pelo Presidente da República para analisar as propostas técnicas, económicas e financeiras capazes de viabilizar a construção de refinarias em Angola esteve reunido na última quarta-feira, em Luanda, com os representantes das empresas nacionais e estrangeiras interessadas em investir no Sector da Refinação no país. A orientação presidencial, que levou ao lançamento do concurso para a construção de refinarias em Cabinda e no Lobito, teve em consideração o facto de a actual produção de refinados no país, pela Refinaria de Luanda, representar apenas 20% das necessidades do mercado; os altos custos para o país com a importação de 80% dos referidos produtos e a existência de iniciativas, já em fase de materialização, de construção de uma refinaria no Lobito, pela Sonangol. A efectivação dos projectos levará a construção de uma refinaria de alta conversão no Lobito, até 2022, com a capacidade de processar até 200 mil barris de petróleo/dia e outra em Cabinda com capacidade por definir, mediante estudos.