O stock do crédito em moeda nacional registou uma contracção mensal de 0,11 por cento, face à expansão de 0,40 no mês de Janeiro. Nos últimos 12 meses, decresceu em torno dos 2,41 por cento. Considerando que os sectores do comércio, actividades imobiliárias, alugueres e serviços prestados às empresas continuam a ser os que mais beneficiam da concessão de crédito, o Comité de Política Monetária entende que devem ser adoptadas medidas que propiciem o aumento do crédito ao sector primário, com destaque para a produção de bens que compõem a cesta básica.
As Reservas Internacionais Brutas (RIB) situaram-se em 15,99 mil milhões de dólares em Fevereiro de 2019, representando um grau de cobertura de importações de bens e serviços de 8,77 meses. No final de Março, o BNA disse que as Reservas Internacionais Líquidas estavam fixadas em pouco mais de 10 mil milhões de dólares.

Importações
Um total de 8,06 mil milhões de dólares foram gastos, nos últimos três anos, com a importação de bens alimentares para o país.
Metade deste valor, de acordo com o governador do Banco Nacional de Angola (BNA), Lima Massano, foi consumido na aquisição de bens da cesta básica.
Ao falar no encontro de apresentação de aviso sobre concessão de crédito ao sector real da economia, admitiu que a importação de bens alimentares tem um peso muito grande na economia do país, bem como na própria balança de pagamento.
Para o governador do Banco Central, é necessário a alteração deste quadro, apostando no conjunto de iniciativas que vêm sendo já desencadeadas e implementadas no quadro do Programa de Apoio à Produção Nacional, Diversificação das Exportações e Substituição das Importações (PRODESI).
A importação de bens alimentares em termos de gastos financeiros, passa de dois mil milhões 347 milhões de dólares em 2016, dois mil milhões 955 milhões em 2017 e três mil milhões 283 em 2018.
O peso dos bens alimentares, comparativamente as reservas internacionais tem estado a evoluir, estando na ordem dos 20 por cento.
Esta tendência de aumento do peso deve-se à redução das reservas internacionais líquidas, que estão hoje na ordem dos 10,6 mil milhões de dólares norte-americanos, uma trajectória que, no curto prazo, poderá manter-se confortável, com as medidas que estão a ser adoptadas em prol do aumento da produção nacional.
O peso da agricultura no PIB do País representa actualmente 6,21 por cento, tendo registado um ligeiro aumento comparativamente com os anos de 2016 e 2017, que passou de 6,18 e 6,03 por cento, respectivamente.
Com base neste cenário, o BNA acredita que com a implementação bem sucedida deste programa poderá equilibrar as contas, tendo um nível de reservas internacionais confortáveis.
Para o efeito, será necessário que haja produção nacional, para redução da importação de bens alimentares.