Mais de 1.700 individualidades de 22 países marcaram presença na segunda Conferência dedicada ao investimento na África do Sul.
O encontro decorreu em Joanesburgo e faz parte do plano do presidente sul-africano, Cyril Ramaphosa, para estimular a economia da África do sul, a segunda maior do continente, e diminuir a taxa de desemprego, que ronda os 30%. “A taxa de compromissos de investimentos representa 363 mil milhões de randes. Temos indicação de mais 8 mil milhões de investimentos que ainda aguardam aprovação do conselho. Esses investimentos deverão levar à criação de cerca de 412 mil empregos nos próximos 5 anos, “declarou Cyril Ramaphosa, durante a conferência.

Fazer negócios
O governo da África do Sul estabeleceu como meta integrar, daqui a três anos, a lista dos cinquenta países no topo do índice da facilidade para fazer negócios. O país tem vindo a progredir nalguns indicadores do índice elaborado pelo Banco Mundial, nomeadamente na facilidade em criar empresas. As grandes empresas reconhecem o esforço feito pelo país. “Encontrámos bons parceiros no Ministério do Comércio e da Indústria, em particular, a equipa do Invest South Africa, que nos ajudou a compreender a estrutura dos incentivos ao investimento e nos dá apoio ao nível dos aspectos mais operacionais associados à captação de novos investimentos industriais”, sublinhou Jeanne du Plessis, directora das Relações Comerciais da Proctor & Gamble.

Combate à corrupção
Apesar dos numerosos desafios, nomeadamente o combate à corrupção, muitas empresas internacionais comprometeram-se a investir na África do Sul. Três empresas francesas, a Air Liquide, a petrolífera Total e a Alstom, especializada em transportes e ferrovias, preveem investir 1,3 mil milhões de dólares no país nos próximos três anos. Para o presidente da câmara de comércio francesa na África do Sul, Yvex Guenon, as empresas francesas já perceberam a mensagem há muito tempo. “Hoje há mais de 65 mil empregos directos fornecidos por empresas francesas”, informou. Segundo avançou, “infelizmente, os nossos compatriotas franceses têm uma má imagem do país associada à insegurança e à corrupção, mas se olharmos para Sandton, vê que é uma cidade europeia moderna, onde se fazem negócios como na Europa , com um sector bancário muito desenvolvido, e um sistema judicial independente. Temos tudo para fazer negócios”.