A companhia petrolífera francesa Total está a ponderar a possibilidade de realizar investimentos adicionais no Congo-Brazzaville, onde actua há 50 anos, declarou o seu director para África, Guy Maurice, citado esta semana pela rádio pública congolesa, de acordo com a Panapress.
“Estamos neste momento em plena fase de estudos e prospecção para os futuros investimentos”, indicou nomeadamente Guy Maurice, no termo de uma audiência com o Chefe de Estado congolês, Denis Sassou Nguesso, na última terça-feira, em Brazzaville.
O director da Total para a África informou o presidente congolês da produção do jazigo Moho Nord, ao largo de Ponta Negra, no sul do país, neste início do ano 2019, bem como das perspectivas da empresa.
O petróleo é o primeiro recurso de exportação do Congo e contribui, há alguns anos, para as receitas orçamentais do país em mais de 70 por cento.
Os investimentos da Total representam dois terços da produção petrolífera do Congo. A empresa francesa comprometeu-se a pôr termo à queima de gás nos campos que explora no Congo.
Segundo a direcção-geral da Total E&P Congo, o campo Moho Nord forneceu, nos últimos meses de 2018, uma produção de 200 mil barris de petróleo diários contra 140 mil inicialmente previstos na fase de pico.

Mercado angolano
No mercado angolano, onde já actua há mais de 60 anos, a Total é o operador líder. Conta com mais de 1.700 colaboradores e investe em 4 FPSO (Unidade Flutuante de Produção, Armazenamento e Transferência, traduzida do inglês Floating Production Storage and Offloading - FPSO).
O Fpso Clov foi a primeira embarcação do seu género a ser parcialmente construída em Angola, no município de Porto Amboim, na província do Cuanza Sul, que actualmente uma das regiões mais activas da indústria petrolífera angolana, com dois estaleiros e foi aí onde se construiu e montou o módulo de tratamento de água em 2013. A cerimónia de baptismo, realizada em Dezembro de 2013, foi presidida pela ex Primeira-dama da República de Angola, Ana Paula dos Santos, que também é madrinha da plataforma. O Clov foi o último Fpso instalado no prolífico Bloco de Ouro - o Bloco 17.
Com uma capacidade de processamento prevista de 160 mil barris por dia, o Fpso Clov iniciará as suas actividades no Bloco 17 do offshore de Angola em 2014. O quarto Fpso que o grupo Total tem em Angola pode armazenar até 1,78 milhões de barris de petróleo numa estrutura com 305 metros de comprimento e 61 metros de largura e uma capacidade para 140 trabalhadores.
O início da actividade do quarto navio de produção, armazenamento e carregamento de petróleo e gás natural do grupo Total no offshore do Bloco 17 em Angola aconteceu em 2014.
Mais recentemente, no quadro de uma parceria com a petrolífera pública, a Sonangol, a Total entrou para o sector da distribuição, tendo inaugurado em finais de 2018 o seu priomeiro posto de abastecimento na zona do S. Paulo, em Luanda.
Com 4.500 bombas de distribuição de combustível espalhadas por todo o continente africano, a Total aplica as suas experiências no mercado angolano.
A Total é mais conhecida em Angola com actividades em “upstream”, ou seja exploração, perfuração e produção. Mas com os acordos passa a ter a sua actividade também em “downstream”, isto é transporte dos produtos da refinaria até os locais de consumo.