A posição geográfica de Malanje faz da província uma das mais turísticas de Angola e que pode atrair inúmeros investimentos à economia local.
Esta semana, à margem das comemorações do 4 de Abril - “Dia da Paz”, cujo acto central teve lugar naquela província, o Vice-Presidente da República, Bornito de Sousa, disse que o potencial económico, turístico, agro-industrial, cultural e humano de Malanje justificam a construção futura de um aeroporto internacional, ajustado à sua dimensão, com vista a promoção do turismo interno.
Bornito de Sousa, em representação do Presidente João Lourenço, explicou que as Quedas de Calandula, a Palanca Negra Gigante, o Parque de Cangandala, a Reserva Natural do Lutando, os Túmulos do Rei Ngola Kiluanji e da Rainha Jinga Mbande, Teka Diá Kinda, Pedras Negras ou Pungo-a-Ndongo, a Missão do Quéssua e as barragens de Capanda e de Laúca são atractivos suficientes para fazer de Malanje uma terra turística.
De igual modo, falou da Reserva Natural do Milando, Matadi ya Njinga, Grutas de Pungo-a-Ndongo, Quedas dos Bem-Casados, Túmulo do Zé do Telhado, Salto do Cavalo sobre o Rio Cansa, Morro de Cabatuquila e Baixa de Cassanje como outros locais complementares da enorme riqueza turística capaz de atrair investimento.
Para si, o desenvolvimento deste potencial permitirá a criação de emprego, um dos grandes problemas e preocupações da juventude angolana, em particular dos jovens desta província.

Autarquias
A criação das autarquias, particularmente a nível dos municípios, indicativamente até ao ano de 2020, constitui um dos maiores desafios, no quadro da consolidação da democracia, afirmou na quarta-feira, em Malanje, o Vice-presidente da República.
Bornito de Sousaafirmouque, as autarquias são um modo de aproximar a prestação dos serviços essenciais aos cidadãos, às famílias, às comunidades e às empresas, através de órgãos escolhidos pelos próprios cidadãos dos municípios e cidades para a promoção do desenvolvimento local e controlo da gestão dos recursos financeiros colocados à disposição dos eleitos, nomeadamente os resultantes de taxas e impostos por si pagos.
O Ministério da Agricultura e Florestas está a estudar projectos de financiamento para o relançamento da produção do algodão e do arroz na província de Malanje, disse o secretário de Estado para a Agricultura e Pecuária, Carlos Alberto Jaime.
Em declarações à Angop, na cidade de Malanje, Carlos Alberto Jaime disse que a aposta do financiamento, ainda sem valor determinado, recairá essencialmente para o sector empresarial.
Lembrou que o Japão e a China são os países com os quais estão a contactar para financiar o relançamento da cultura do algodão e do arroz.
Conforme disse ainda, o sector empresarial em Malanje perdeu alguma pujança desde o início da crise económica, em 2014, com reflexos na baixa produção das empresas agrícolas sediadas, essencialmente, nos municípios de Cacuso e Kiwaba Nzoji.
“O Ministério da Agricultura pretende alavancar este segmento, com vista ao alcance das cifras outrora registadas em culturas históricas como a do algodão e do arroz, com a participação das famílias camponesas”, salientou.
Nesta perspectiva, acrescentou, estão a ser cultivados faseadamente 10 mil hectares de algodão ao longo do perímetro do Polo Agro-industrial de Capanda ( PAC), localizado no município de Cacuso, e na Região da Baixa de Cassanje, que compreende os municípios de Cahombo, Quela e Cunda-dia-Base.
Outrossim, o secretário de Estado disse estar em produção experimental consideráveis hectares de arroz na Região Songo, concretamente nos municípios de Quirima e Luquembo, cujos resultados serão conhecidos na próxima campanha agrícola.
Carlos Alberto Jaime reiterou ainda o apoio do ministério às famílias camponesas, através da redução de custos dos insumos agrícolas, com vista a aumentar os lucros delas.