A política monetária contraccionista que o BNA tem implementado com vista a corrigir falhas no mercado tem mantido inalterável o cenário macroeconómico nacional. Assim, no I trimestre do ano em curso, o BNA disponibilizou à economia nacional divisas no valor de 2, 501 mil milhões de dólares, uma diminuição de 51, 5 por cento em comparação com o período anterior, em que se verificou um aumento de 20 por cento.
Conforme os cálculos do JE, apenas no mês de Março, verificou-se uma diminuição homóloga de 66,4 por cento, e uma quebra mensal de 10 , 3 , para um total de 735, 9 milhões de dólares.
Realce para a disponibilização de 184,6 milhões de dólares para operações privadas (categoria que inclui salários e ajuda familiar) e 77 milhões de dólares para o sector dos transportes (incluindo companhias aéreas).
O JE conferiu ainda que a resolução a prazo das transferências ainda bloqueadas de salários e de fundos das companhias aéreas, são dois factores importantes para o reestabelecimento da confiança no ambiente de investimento angolano, pelo que é importante acompanhar a evolução futura destas disponibilidades.
Como esperado, não houve alterações nos instrumentos de política monetária por parte do BNA, dado que a autoridade monetária está ainda expectante quanto ao impacto total na inflação da depreciação da moeda.
De acordo com os dados recentes da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP), Angola protagonizou em Março último a maior quebra na produção de petróleo, exportando menos dois carregamentos do que em igual período de 2017.
Para a globalidade do cartel, também devido à influência de menos exportações líbias e venezuelanas, estes factores resultaram num mínimo de produção dos últimos 11 meses, num total de 32, 2 milhões de barris diários (menos 90 mil barris por dia do que em Fevereiro).
Não se registaram grandes alterações no mercado nacional, nas emissões de BT, sendo que a semana finda não houve procura para as emissões
de Obrigações do Tesouro.