O saldo entre novas subscrições e resgates foi positivo pelo terceiro mês consecutivo, em Julho. O montante total captado este ano por este produto de poupança do Estado supera já os 100 milhões de euros (12,8 mil milhões de kwanzas), segundo publicou, recentemente, o Jornal de Negócios de Portugal.

Continua a entrar dinheiro nos certificados. Em Julho, e pelo terceiro mês consecutivo, o valor das subscrições superou os resgates.
Os portugueses aplicaram 121 milhões de euros (15,5 mil milhões de kwanzas), o que superou em 38 milhões de euros (4,8 mil milhões de kwanzas) os 83 milhões de euros (10,6 mil milhões de kwanzas) levantados pelos investidores no mesmo período.

De acordo com os dados revelados na última quarta-feira pela Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública (IGCP), o montante total aplicado em dívida do Estado através de certificados de aforro aumentou para os 9.788 milhões de euros (1,255 mil milhões de kwanzas) no final de Julho. Este valor compara com os 9.750 milhões de euros (1,250 mil milhões de kwanzas) em Junho.

Este aumento de 38 milhões de euros é o mais elevado desde que foi lançada a “série C”, no arranque de 2008. Este valor revela que além do efeito de capitalização característico deste produto, voltou a registar-se a entrada efectiva de dinheiro nestes títulos de dívida. A explicação para a inversão da tendência está na rendibilidade.

Os certificados de aforro ganharam “vida nova” a partir de Setembro, altura em que o Governo decidiu rever em alta o prémio atribuído aos títulos. Passou a existir uma bonificação única de 225 pontos-base (que estará em vigor até 2016), o que fez disparar a rendibilidade dos títulos para mais de 3,00 por cento.

Quem subscrever certificados de aforro este mês contará com uma taxa bruta de 3,189 por cento, nos próximos três meses. Um retorno elevado, especialmente quando comparado com os juros praticados nos depósitos a prazo. A taxa média oferecida nas aplicações até um ano caiu, em Junho, para 2,00 por cento. O diferencial entre os dois produtos é o mais alto de sempre.

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Os 38 milhões de euros (4,8 mil milhões de kwanzas) angariados pelos certificados de aforro comparam positivamente com os 29 milhões de euros (3,7 mil milhões de kwanzas) obtidos em Junho, e os 30 milhões (3,8 mil milhões de kwanzas) alcançados em Maio. E vêm elevar para mais de 100 milhões de euros (12,8 mil milhões de kwanzas) o montante total captado por estes títulos representativos de dívida pública.

No total, em sete meses, a Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública (IGCP) angariou 119 milhões de euros (15,2 mil milhões de kwanzas), um valor que está já próximo da meta estabelecida pelo Governo.

No orçamento do Estado para 2013 a previsão era de que seria possível obter um saldo líquido positivo de 144 milhões de euros (18,4 mil milhões de kwanzas). Quando faltam cinco meses, a diferença está em apenas 25 milhões de euros (3,2 mil milhões de kwanzas).