As bolsas norte-americanas encerraram em terreno negativo, especialmente penalizadas pelo sector industrial depois de o Presidente dos EUA, Donald Trump, falar num substancial imposto de fronteira. Também a energia ajudou ao movimento de queda do outro lado do Atlântico.
O índice industrial Dow Jones fechou a recuar 0,14 por cento para 19.799,85 pontos, tendo as cotadas deste sector sido as que mais pressionaram as bolsas dos EUA. Isto depois de Donald Trump ter aludido a um substancial imposto de fronteira.
O imposto de fronteira é a tributação adicional que Trump pretende impor às empresas que produzam bens noutros países e posteriormente
os importem para os EUA.
Por seu lado, o tecnológico Nasdaq Composite cedeu 0,04 por cento para se fixar nos 5.552,94 pontos.
Já o Standard & Poor’s 500 desvalorizou 0,27 por cento para 2.265,20 pontos. No acumulado da semana passada perdeu 0,20 por cento, tendo sido a segunda semana consecutiva de saldo negativo.
Além do sector industrial, penalizado pelo imposto referido por Trump, também o sector energético esteve a penalizar a negociação bolsista, num dia de queda dos preços do petróleo.
O mau desempenho na energia castigou empresas como a Halliburton, que afundou 4,5 por cento, naquela que foi a sua maior descida desde 9 de Setembro; e isto apesar de ter reportado lucros trimestrais que ficaram acima das expectativas dos analistas.
O índice dos títulos de empresas ligadas a serviços e equipamento hospitalar caiu 2,8 por cento depois de Trump ter assinado um decreto executivo no sentido de revogar o Obamacare (reforma da saúde levada a cabo pela Administração de Barack Obama).