Abuja, a capital federal nigeriana, acolhe desde o passado dia 25 até domingo a sétima reunião conjunta de ministros africanos da Economia e Finanças e seus colegas do Planeamento e Desenvolvimento sob o lema “industrialização ao serviço do desenvolvimento inclusivo e da transformação em África”.

Organizada cada ano pela Comissão Económica das Nações Unidas para a África (CEA) e pela Comissão da União Africana (CUA), a conferência reunirá além dos ministros africanos responsáveis pelas finanças e pela planificação e desenvolvimento económico, governadores de bancos centrais e principais dirigentes do sector privado.

A conferência terá como objectivo fornecer aos decisores uma plataforma para que formulem propostas concretas para serem utilizadas como um catalisador da implementação do desenvolvimento industrial acelerado de África (AIDA) e que os compromissos e acções sejam intensificados para acelerar o programa de desenvolvimento industrial do continente.

Segundo os peritos da CEA e da CUA, a maioria das economias africanas concentram a actividade económica nos sectores da extracção e dos produtos básicos.

Em troca, a natureza capitalista da indústria extractiva e os laços inter sectoriais limitados entre o sector primário e os outros sectores da economia criam possibilidades limitadas de desenvolvimento de cadeias de valor, de valor acrescentado e de criação de empregos.

Por outro lado, os sectores primários do continente caracterizam-se pela baixa produtividade e baixos salários dos empregados vulneráveis.

Em 2013, recorde-se, os Estados-membros foram instados, durante a sexta conferência em Abidjan, a adoptarem políticas industriais coerentes, a criarem mecanismos institucionais da política industrial e a coordenarem os ministérios competentes para melhorar a implementação da política.