A missão do Fundo Monetário Internacional (FMI) já trabalha em Luanda, desde quarta-feira até 5 de Outubro, para dar início às negociações ao abrigo de um Programa de Financiamento Ampliado (EFF - Extended Fund Facility), com duração de três anos, conforme solicitado pelo Executivo de Angola.
Conforme publica o Ministério das Finanças em nota na sua página de internet, o Extended Fund Facility (EFF) visa facilitar a implementação do Programa de Estabilização Macroeconómica e do Plano de Desenvolvimento Nacional 2018-2022, assim como atingir os objectivos de ajustamento e crescimento económico, a diversificação, atracção do investimento directo estrangeiro e a redução da estrutura de custos dos financiamentos.
A missão negocial do FMI, liderada por Mário de Zamaroczy, manterá vários encontros com membros do Governo e do Banco Nacional de Angola, bem como gestores de empresas públicas e com representantes do sector financeiro a fim de examinar as perspectivas económicas e financeiras e identificar os eixos que vão sustentar o apoio da instituição de Bretton Woods ao Estado angolano.
O Minfin contacto por este jornal fez saber que apenas no fim da missão vai fazer-se um balanço e pronunciamento
oficiais à imprensa.
Dados da Angop recordam que em Angosto deste ano, o ministro das Finanças, Acher Mangueira, disse que Angola vai discutir com o FMI um programa de financiamento ampliado no valor de 4,5 mil milhões de dólares norte-americanos, no quadro da assistência financeira solicitada
pelo Executivo angolano.
Caso Angola chegue a uma conclusão com a instituição de Bretton Woods, este montante será disponibilizado em tranches de 1,5 mil milhões de dólares em cada ano, com vista a execução do programa de estabilização macroeconómica definido pelo Governo angolano. Este programa ampliado, que surge depois do acordo de Stand-by negociado pelo Executivo angolano e o FMI em 2008, visa fundamentalmente a consolidação do ajustamento fiscal, entre outras. O Programa de Financiamento Alargado (EFF) é um mecanismo de apoio do FMI aos países membros, criado em 1974, para ajudá-los a solucionar problemas de longo prazo relacionados com baixo crescimento económico e défice na balança de pagamentos, decorrentes de profundas distorções que exijam reformas económicas profundas.