Cerca de 90 por cento de todos os bens trocados em África vão passar a circular sem serem sujeitos a taxas aduaneiras.
Os líderes africanos lançaram oficialmente uma zona de comércio livre no continente.
Com a Eritreia de fora, o novo bloco económico entre 54 países, vai unir mil e trezentos milhões de pessoas e representar um Produto Interno Bruto (PIB) combinado de 3,4 triliões de dólares, isto é, mais de 3 biliões de euros.
Uma aliança comercial que poderá contribuir para a industrialização dos países africanos e a redução da dependência de outras potências económicas, como a China ou a União Europeia. Um primeiro passo naquilo que poderá ser a criação de um mercado único .
O bloco europeu é o maior parceiro comercial de África, representando 36 por cento do comércio de mercadorias africanas, que em 2017, ultrapassou os 243 mil milhões de euros. Valores que posicionam a União Europeia como o mercado mais aberto às exportações africanas a nível mundial.
De acordo com a União Africana, a nova zona de livre comércio será a maior do mundo e irá permitir um aumento de 60 por cento de trocas comerciais na região, até 2022.

Sistema bancário para todos


Em África, apenas 43 por cento dos adultos tem uma conta bancária. Os especialistas acreditam que o financiamento digital no continente deve promover o acesso a serviços bancários para o maior número possível de pessoas.
Tendo isso em mente, o Banco Africano de Desenvolvimento e parceiros lançaram o “Mecanismo Africano de Inclusão Financeira Digital”, em Malabo, para fortalecer a segurança e o desenvolvimento das transacções financeiras digitais no continente.