Os fluxos financeiros ilegais levaram África a perder um trilião e 400 biliões de dólares americanos, de 2009 até hoje, segundo a secretária executiva da Comissão Económica das Nações Unidas para África (ECA), Vera Songwe.
Falando quarta-feira na reunião anual da Associação dos Bancos Centrais Africanos, em Sharm el Sheikh, no Egipto, Songwe precisou que as perdas devidas a fraudes fiscais em África estão estimadas em cerca de 73 biliões de dólares americanos, entre 2005 e 2015.
O presidente do Banco Central do Egipto, Tarek Amer, disse que essas instituições têm suportado a carga do défices no continente.
Por outro lado, considerou que os indicadores económicos egípcios têm melhorado devido ao programa de reforma económica do seu país, que foram implementados desde 2014.
O conclave, que se realizou pela primeira vez no Egipto, contou com a participação de várias instituições regionais e internacionais, entre as quais o FMI, BM, Comissão da União Africana, BCE, Banco da Reserva Federal de Nova Iorque e o Mercado Comum para África Oriental e Meridional.