A quinta cimeira União Europeia/África que decorreu entre 29 e 30 de Novembro, em Abidjan, a capital económica da Costa do Marfim, com o tema “Investir na juventude para um futuro sustentável”, e contou com cerca de 80 Chefes de Estado e de Governo aprovou o lançamento de um Plano Marshall para África e a criação de um programa de Erasmus (apoio inter-universitário) para jovens empreendedores são algumas das propostas da cimeira.
O plano de investimentos externos da UE prevê um investimento de 3,4 mil milhões de euros em África, mas a Alta Representante para a Política Externa e Segurança, Federica Mogherini, mostrou-se esperançada que este instrumento possa alavancar investimentos privados na ordem dos 44 mil milhões de euros em cinco áreas prioritárias.
Energia sustentável e conectividade para atrair investimento para a eficiência energética e nas energias limpas, havendo outra “janela” para micro, pequenas e médias empresas, que são o maior empregador em África e nos países vizinhos da UE.
Agricultura sustentável, cidades sustentáveis e desenvolvimento pelo digital são também áreas cruciais em que Bruxelas quer captar investimento privado.
À Lusa, o presidente do Banco Africano de Desenvolvimento (BAD) afirmou que o continente precisa de um bilião de dólares até 2025 para cumprir as cinco metas de desenvolvimento conhecidas como High 5.
O presidente do BAD, Akinwumi Adesina, considera que África precisa de “investimentos maiores e mais rápidos”, defendendo que até 2025 é preciso que o sector privado invista um bilião de dólares.

Encontros bilaterais
À margem da 5ª cimeira entre a União Africana e a União Europeia, o Presidente da República, João Lourenço, reuniu-se, em Abidjan, com o Presidente da França, com o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, bem como manteve encontros separados com o presidente do Parlamento Europeu, António Tajani, primeiro-ministro de São Tomé e Príncipe, Patrice Trovoada, e com o primeiro-ministro de Portugal, António Costa.