A Lei de Crescimento e Oportunidades para África (AGOA), instrumento de política comercial dos EUA, vai estimular a diversificação económica de Angola, ao dar a possibilidade do país exportar outros produtos fora do sector petrolífero Segundo o director nacional do departamento de intercâmbio do Ministério do Comércio, Rui Livramento, que falava ontem à imprensa, a propósito da participação de Angola no 18º Fórum AGOA, a ter lugar em Abidjan, Côte d’Ivoire, o país exporta actualmente para os EUA essencialmente petróleo, mas com essa Lei abrem-se novas perspectivas para outros produtos, sobretudo os de origem agrícola.
De acordo com o responsável, a pauta que rege o AGOA proporciona oportunidades para Angola exportar produtos com maior potencialidade, como o mel, madeira, café e outros, mas em grande escala. Angola importa dos EUA milho, nozes, castanhas, bebidas alcoólicas e não alcoólicas, legumes, aves, daí que, com a Lei AGOA, o país pode crescer na diversificação
dos produtos para a exportação. Frisou que, foi concebido um projecto-piloto de exportação de Angola no âmbito de AGOA tendo sido identificados produtos nacionais, contemplados nos programas dirigidos do Governo, nomeadamente a madeira,
produtos do mar e o café. A nível das trocas comerciais, Angola é o segundo maior parceiro comercial dos EUA, na África subsaariana, tomando em atenção as exportações de 98 por cento em petróleo e seus derivados. Em 2015, Angola exportou produtos no valor de quatro mil milhões, 230 milhões, 179 mil e 362 dólares, contra os dois mil milhões, 216 milhões, 932 mil e 252 dólares.
Até Outubro de 2017, Angola exportou produtos petrolíferos no valor de 294 milhões, 280 mil e 317 dólares.