A Agência Brasileira de Cooperação (ABC) e o Centro de Excelência contra a fome, do Programa Mundial de Alimentos da ONU, firmaram uma nova parceria para dar apoio aos agricultores familiares que trabalham com o cultivo de algodão em África.
Com efeito, a iniciativa tem por objectivo estimular o escoamento de subprodutos e seleccionará quatro países do continente para o projecto.
A cooperação conta também com a parceria do Instituto Brasileiro do Algodão (IBA). Entre as actividades previstas, está a capacitação de pequenos produtores de algodão para que eles consigam comercializar os produtos secundários em mercados públicos e privados. O programa também promoverá a conscientização de agentes estatais, dando orientações e apoio técnico a governos para que incluam agricultores familiares nos seus sistemas de compras institucionais.
Actualmente, o Brasil já possui iniciativas de cooperação Sul-Sul no sector algodoeiro de dez países africanos.
Na África Subsahariana, o algodão é cultivado quase exclusivamente por agricultores em pequenas propriedades, dependentes do trabalho dos membros da própria família. Enquanto a demanda pela fibra do algodão tem apresentado variações a nível global, há um interesse crescente pelos subprodutos do algodão.