A economia do bloco Aliança do Pacífico deve crescer 3,8 por cento este ano e 3,7 por cento em 2015, duplicando nada mais nada menos do que o ritmo de crescimento do outro bloco económico da região, o Mercosul, para o qual o BBVA Research estima um crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 1,5 por cento em 2014 e 1,8 no ano seguinte.

A Aliança do Pacífico, criada há cerca de dois anos e meio, e constituída pelo Chile, Colômbia, México e Peru, funciona muito aberta aos mercados externos, sobretudo à região da Ásia-Pacífico, enquanto o Mercosul, nascido em 1991 e formado pela Argentina, Brasil, Paraguai, Uruguai e Venezuela, assenta no comércio interno, realizado entre os membros do bloco.

O economista-chefe do Gabinete de Estudos Áfricado BBVA na América do Sul, Juan Ruiz, disse, citado pela agência de notícias Efe, que serão novamente os três países andinos, Peru, Colômbia e Chile, que, juntamente com o Paraguai, apresentarão maior dinamismo económico tanto já em 2014 como em 2015. Segundo Juan Ruiz, este ano, a economia do Peru deverá crescer 5,6 por cento, a colombiana 4,7 , a chilena quatro por cento e a paraguaia 5,3 por cento. Para o México, também membro da Aliança do Pacífico, é estimado um crescimento de 3,4 por cento do PIB, dada à recuperação do setor da construção.

Segundo ainda o BBVA Research, qualquer um destes países membros da Aliança do Pacífico ultrapassa a média de crescimento prevista para a região da América Latina no seu conjunto, que é de 2,5 por cento este ano e de 2,6 em 2015.

Pilares de crescimento
O crescimento da América Latina será gradual, acompanhando a aceleração da procura interna na região, especialmente no México. As exportações mantêm-se um pilar importante e irão crescer à medida que as economias dos países mais
desenvolvidos recuperam.