O país aumentou de 6,6 por cento para 12,58 a zona terrestre nas áreas de conservação a nível nacional, bem como uma área marinha de conservação ambiental, segundo dados dos resultados preliminares das metas do Aichi 2020 (província de Aichi, Japão) sobre biodiversidade.
Segundo a Angop, as novas áreas de conservação natural estão localizadas nas províncias do Huambo, Uíge, Huíla, Lunda Norte e Cuanza Norte.
Em Angola são controladas 13 áreas de conservação, caracterizadas por parques nacionais, reservas naturais integrais e especiais.
Em 2010, durante a 10ª Conferência das Partes na Convenção da Diversidade Biológica ocorrida em Nagoya (província de Aichi, Japão) foi estabelecido o Plano Estratégico para a Biodiversidade com a elaboração de um conjunto de 20 proposições, denominadas “Metas de Aichi”.
Todas as metas são voltadas à redução da perda da biodiversidade em âmbito global, nacional e regional.

Superfície protegida
O estado evolutivo de superfície protegida em Angola aumentou a superfície de áreas protegidas em Angola de 82.329,9 quilómetros quadrado (km2) para 162.642, tendo a percentagem actual de cobertura do território nacional passado de 6,6 por cento para
aproximadamente 13.
De acordo com o director Nacional da Biodiversidade, Nascimento António, que falava à Angop, em função da meta 12, que diz respeito à prevenção da extinção de espécies, no âmbito do projecto Palanca, aumentou-se de 6 para 80 animais controlados em Cangandala e 120 monitorados no Loando.
Em relação aos búfalos pretos, que estavam em vias de extinção, Nascimento António informou que, recentemente, foram avistados cerca de mil no Parque Nacional de Luengue-Luiana, assim como as zebras de montanha que estão actualmente com uma população de cerca de 14 indivíduos no Iona.
Sobre o monitoramento das tartarugas marinhas, ao longo da Costa de Cabinda, a Foz do rio Cunene e a Gestão Florestal foi melhorada, com a implementação de entrepostos de madeira, bem como a lista vermelha de espécies de Angola.
No que a meta 19 diz respeito (Aplicação da Tecnologia na Biodiversidade), o responsável apontou os colares de monitoramento via satélite no Projecto Palanca e Kitabanga, câmaras infra-vermelhas para a identificação da fauna nas expedições científicas.
A meta 20 (mobilização de recursos financeiros para a estratégia da biodiversidade) permitiu a captação de mais financiadores nos ciclos do Fundo Global do Ambiente (GEF4, GEF5, GEF6 e GEF7).

Desafios
Como desafios apontou a concretização da meta 5 (taxa de perda de habitat reduzida para metade ou zero: Desmatamento, problema cultural e de pobreza), 14 e 15 (restauração de ecossistemas: ravinas, desflorestação, degradação de zonas húmidas, mangais) e 11 (de dez por cento da Zona Costeira como áreas de conservação marinha).
Angola dispõe dos parques nacionais da Cangandala, Iona, Cameia, Mavinga, Luengue-Luiana e Mupa, do Parque Regional da Cimalavera, natural regional do Namibe, das reservas Florestal de Umpulo, natural integral do Luango, florestal do Kavongue, reserva parcial de Luiana, de Mavinga, Reserva do Loando, reserva natural do Ilhéu dos Pássaros, reserva parcial de Luiana, reserva Búfalo, reserva parcial de Mavinga, florestal de Kakongo.