A empresa líder mundial do sector da siderurgia, ArcelorMittal, anunciou esta semana a supressão de mais de dois mil empregos na África do Sul, cerca de um quarto do
seu efectivo no país.
A empresa registou uma quebra de 20 por cento nos seus resultados nos seis primeiros meses do ano, em comparação com igual período de 2018, o que significa uma perda de 41 mil milhões de euros.
“Com um ambiente económico nacional difícil, a indústria sul-africana de aço continua a ter défices importantes”, disse a gigante siderúrgica, referindo nomeadamente “os custos elevados da electricidade, do transporte ferroviário e da matéria-prima”.
Assim, a ArcelorMittal “encetou uma reestruturação em grande escala”, com a supressão de mais de dois mil empregos. A empresa emprega cerca de 8.800 pessoas na África do Sul, o país mais industrializado do continente.Após o anúncio de maus resultados do grupo, as acções da ArcelorMittal caíram mais de 15 por cento na
bolsa de Joanesburgo.
Desde a crise mundial de 2008 que a economia sul-africana está em queda - o produto interno bruto recuou 3,2 por cento no primeiro trimestre deste ano - e a taxa de desemprego chegou a 27 (de mais de 50 por cento nos jovens).