O  Banco Africano de Desenvolvimento (BAD) lançou na passada quarta-feira, em Accra, no Ghana, 17 novos programas de subvenção de projectos agrícolas a favor das Pequenas e Médias Empresas (PME),  financiados pelo Fundo para a Aceleração do Desenvolvimento Agrícola (FADA), soube a PANA junto da instituição financeira.
As PME beneficiárias estão implantadas no Ghana com quatro projecto, na Tanzânia (quatro), no Burkina Faso (dois), no Malawi (dois), em Moçambique (dois), na Etiópia (um), na Nigéria (um) e no Senegal (um).
Estes projectos identificados vão das estradas de ligação rural à irrigação, passando pelas unidades de transformação e de comercialização, bem como pelos dispositivos de subcontratação, precisa o BAD.
O Fundo suporta os custos de desenvolvimento duma larga variedade de infra-estruturas agrícolas que cobrem toda a cadeia de valor, da produção à venda.
Ele baseia-se em projectos que contribuem para a segurança alimentar, a melhoria das receitas e dos meios de subsistência dos pequenos exploradores e a criação de empregos.
O FADA é administrado pelo Departamento da Agricultura e da agro-indústria do BAD, sublinha o comunicado da instituição financeira africana.
Ele vem apoiar o desenvolvimento duma sólida reserva de projectos de infra-estruturas agrícolas “financiáveis” e acompanha as PME africanas do sector agro-alimentar nas suas actividades de preparação de projectos, a fim de facilitar o seu lançamento, disse a instituição financeira.

Angola acolheu Fórum
Uma sessão de promoção da segunda edição do Fórum para o Investimento em África (AIF) realizou-se ontem (quinta-feira), em Luanda (Angola), sob a égide do Banco Africano de Desenvolvimento (BAD), anunciou um comunicado da referida instituição transmitido à PANA.
O encontro preparatório do AIF, previsto para 6 a 8 de Novembro próximo em Joanesburgo, na África do Sul, teve como objectivo despertar um interesse nos investidores potenciais que nela participarem, a fim de financiarem projectos de desenvolvimento em África.
Os compromissos de investimento, registados durante o primeiro AIF em 2018, atingiram 38 biliões e 700 milhões de dólares americanos, acrescidos da  assinatura dum acordo para a aquisição do comboio Accra Sky, no Ghana, dum montante de dois biliões e 600 milhões de dólares americanos.

Petrolíferas africanas têm
de “acordar”

O ministro das Minas e Hidrocarbonetos da Guiné Equatorial, Gabriel Mbanga Obiang Lima, exortou, recentemente, às companhias petrolíferas africanas a acordarem e reclamarem soberania sobre os seus recursos naturais.“As companhias petrolíferas nacionais africanas precisam de acordar, estão em coma”, disse Gabriel Obiang Lima, tendo acrescentado que “a Associação Africana de Produtores de  Petróleo precisa de ter dentes, nós dependemos do petróleo”.

Proactividade
O discurso de Gabriel Obiang Lima foi proferido na conferência da Associação Africana de Países Produtores de Petróleo, realizado, recentemente, em Malabo, capital da Guiné Equatorial.
O encontro ficou marcado pela defesa de mais acção por parte das petrolíferas africanas, exigindo que sejam mais proactivas relativamente à exploração, desenvolvimento e utilização dos recursos naturais.
“Precisamos de garantir que defendemos o nosso produto. O petróleo e gás têm sido muito bons para a Guiné Equatorial, temos desenvolvido o país graças ao petróleo, não foi o cacau, nem foi a ajuda internacional”,  salientou o ministro das Minas e Hidrocarbonetos.
“É muito importante que os países africanos que tenham recursos acordem. Nós somos o único continente que está a fazer descobertas a seguir a descobertas, mês após mês, no Senegal, Moçambique, Gabão, Nigéria, Guiné Equatorial. Os maiores recursos do mundo estão em África”, concluiu o governante.